sexta-feira, 18 de maio de 2012

North American F-100 Super Sabre

por: Marie Bernarde

Em 1949, com o Sabre na linha produção, a North American partiu para um novo projeto cujo objetivo principal era uma aeronave que superasse a velocidade do som. Porém para alcançar esse objetivo era necessário possuir uma turbina que tivesse empuxo suficiente para superar a velocidade do som em voo nivelado o que só ocorreu quando entrou em produção a Pratt t& Whitney J57-7. As principais características da nova aeronave era, a tomada de ar simples no nariz, 4 canhões Pontiac M39, asas enflechadas a 45º , estabilizadores totalmente móveis , instalados o mais baixo possível na fuselagem traseira, seis suportes sob as asas para até 2.722 quilos de bombas ou outras cargas, tanques alijáveis de 1.041 litros, freio aerodinâmico tipo porta embaixo da fuselagem. Depois de vários refinamentos entrou em serviço com o nome de F-100A Super Sabre. Depois da variante A surgiu a variante C em 1954 ( a B era uma variante muito diferente que se transformou em YF-107A ) que diferia da série inicial por possuir um rádiocontrôle para o míssil BullPup, Sonda de reabastecimento em voo, asas e empenagens maiores e ainda poderia abastecer um avião igual usando um casulo externo em uma das asas. A variante principal foi a F-100D, desenvolvida para ataque ao solo sem prejudicar sua capacidade ar-ar, para isso contava com piloto automático, computador de bombardeio, novas asas com "quebras", grandes flapes com slots, ailerons externos em 2 segmentos, suportes alijáveis, receptor de alerta na cauda, contra medidas eletrônicas , gancho de pouso e ainda mais tarde recebeu instalações elétricas para mísseis Sidewinder. Ainda foi fabricada a variante F-100F, que era um biplace de treinamento.

Mesmo com todas essas inovações, o F-100 sempre teve uma taxa de acidentes muito elevada nas Forças Aéreas que o utilizaram, além disso mostrava um comportamento de pouso tão perigoso que um de seus pilotos com mais de 2.000 horas de voo, o definia como um " desastre controlado", seus pontos fortes estavam na boa manobrabilidade, na célula robusta, adequação a finalidade do projeto. Teve o seu batismo de fogo no Vietnã onde atuou em ataques ao solo, interceptações, combate ar-ar, reconhecimento armado, postos móveis de centro de controle de tráfego aéreo, Guerra Eletrônica , para localizar e analisar emissões de radares inimigos e de radares de guiagem de SAM ( mísseis terra-ar). Em 1970 porém, os F-100 rapidamente começaram a serem substituídos pelos McDonnell Douglas F-4 e o General Dynamics F-111 servindo na Força Aérea Americana até 1972 e na Guarda Aérea Nacional até 1980. O maior usuário de segunda mão, foi a Turquia que em 1985 tinha cerca de 300 F-100 das versões C, D e F. Os demais usuários deixaram de operar essa aeronave entre os anos de 1972 e 1982.

fotos - Steve Williams & Jacob D. Kristensen

Nenhum comentário:

Postar um comentário