sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

British Aerospace Hawk

por: Marie Bernarde

   O protótipo do Hawk, designado HS 1182, voou em 21 de Agosto de 1974. Entre as características de construção destacava-se a asa em peça única, que formava um tanque integrado e que utilizava flaps e ailerons de dupla fenda, acionados hidráulicamente, A fuselagem era alta para que a cabine abrigasse dois tripulantes, o instrutor no banco de trás em um assento mais alto. A cabine tinha duas coberturas individuais abrindo para o lado, os estabilizadores eram inteiriços com diedro negativo, as unidades do trem de pouso eram altas e bem separadas deixando espaço para as armas , freios antiderrapantes , um freio de ar grande na parte de trás da fuselagem e um pára-quedas de freio opcional. Essa Variante inicial recebeu o nome de Hawk T1.

   Após sua entrada em serviço em 1976 substituindo em parte as aeronaves Folland Gnat, a Royal Air Force sentiu a necessidade de substituir toda a sua frota de aeronaves Hawker Hunter e embora o Hawk não havia sido projetado inicialmente para ser uma Interceptador, os projetistas viram que fazendo poucas modificações, a aeronave poderia ser usada para realizar interceptações de curto alcance provendo a mesma com mísseis Sidewinder nos cabides das asas e com um Pod de canhão Aden no cabide da linha central, tornando-se assim o Hawk T1A. No total 89 Hawk T1 foram convertidos para o novo padrão T1A. Depois do T1A apareceu a variante Mk.50 que era a versão original de exportação concebida para treinamento avançado e  limitada capacidade de ataque das quais foram encomendadas 90 unidades para Finlândia, Indonésia e Quênia. O Mk.51 foi uma versão de exportação especialmente criada para a Finlândia das quais 50 foram produzidas com motor Adour 851 e a Mk.51A ainda possuía uma estruturalmente modificada, das quais só foram feitas 07 unidades. O Hawk Mk52, foi uma versão fabricada especialmente para a força Aérea do Quênia e diferia da Mk.51 por ter um pára-quedas de freagem, das quais foram feitas apenas 12 unidades. Os Mk.53 foram fabricados para a Indonésia num total de 20 unidades.

    As séries 60s abrangeram as variantes Mk.60, 60A, 61, 63, 63A, 63C, 64, 65, 65A, 66 e 67. Com exceção da série 67 dos quais 20 foram fabricados para a Coréia do Sul que possuíam o nariz alongado do modelo Mk. 100 para alojar mais aviônicos, todas as demais variantes foram feitas em pequenas quantidades com pequenas modificações específicas para o país comprador. As variantes Mk. 60 e 60A foram fabricadas específicamente para o Zimbabwe, a Mk.61 para Dubai e para os Emirados Árabes Unidos, a Mk. 63, 63A e 63C para Abu Dabhi, a Mk. 64 para o Kuwait, a Mk. 65 e Mk.65A para a Arábia Saudita, a Mk.66 para a Suíça.

    As séries 100, abrangeram as variantes 100, 102, 103, 108, 109, 115, 129, 120, 127, 128, 132 e 165. Assim como as variantes da série 60, as variantes da série 100 tratavam-se de pequenas modificações específicas para cada comprador. As variantes da série 100 caracterizavam-se por ser um treinador de armas avançado com aviônicos avançados tais como : FLIR, asas redesenhadas e capacidade HOTAS, capacidade de carregar mísseis Sky Guardian, RWR, Wing Tips, dentre outros mehoramentos. As variantes Mk. 128 também conhecida com Hawk T2 possuíam motor Adour 951 de maior potência. As séries 200, abrangeram as variantes 200, 203, 205, 208 e 209, cuja característica principal é ser um Monoplace ao invés de Biplace, tornando-se um verdadeiro Caça de Interceptação Leve com capacidades de defesa e superioridade aérea, Anti-Navio e Ataque ao Solo. A quantidade de todas as variantes fabricadas e entregues ultrapassa as 900 unidades.

fotos - Alan Cordina & Gerard Griessel

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