quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Fokker F-50

FOKKER F-50
by: A. Bernardes

fotos - Internet

A Aeronave

Na década de 1980, a produção do Fokker F-27 estava começando a diminuir e então a Fokker decidiu lançar um sucessor baseado no F-27.  O Fokker F-50 é baseado no F27-500 e possuí as mesmas dimensões, porém com várias melhorias em relação ao seu antecessor.  O F-50 fez o uso extensivo de materiais compósitos, ajustes no design das asas, tinha mais janelas e novos motores mais modernos, econômicos, eficientes e silenciosos.  Os novos motores reduziram a vibração e tornando a cabine mais silenciosa, além de deixa-lo 12% mais rápido do que o seu antecessor.  Além disso, ganhou glass cockpit com sistema eletrônico de instrumentos de voo e maior grau de automação.  A aeronave manteve a característica do F-27 de operarem aeroportos com pouca infraestrutura e pistas não pavimentadas, com escadas integradas, unidade de energia auxiliar (APU) e custos operacionais e de manutenção baixos.
 A primeira versão ficou conhecida como F50-100, apesar de ser oficialmente certificado como F.27-050.  A segunda versão (F50-120 ou F.27-0502) possuía apenas três portas ao invés de quatro e o layout do interior do avião foi reconfigurado - apenas seis foram produzidos.  O F-50-300 foi produzido especialmente para companhias aéreas que operavam em regiões quentes e altas.

Entre os anos de 1985 e 1997, foram construídas 213 aeronaves, a Fokker desenvolveu ainda o F-60 com 1,62m mais longo para a Força Aérea Holandesa para serem usados nas missões de patrulha mas, somente 4 foram completados antes da falência da Fokker em 1996.

Operação na Rio-Sul

Entre os anos de 1992 e 1999 a RIO-SUL operou dez aeronaves Fokker F50 que começaram a substituir os modelos F27 mais antigos pois era maior e muito mais modernos.  Ironicamente, os primeiros F50 vieram da Nordeste Linhas Aéreas pois para essa última eles eram inapropriados devido a pouca demanda de passageiros nas linhas da Nordeste.  Já na malha aérea da RIO-SUL, o F50 cabia como uma luva pois era econômico frente a operação de jatos e podia também operar em pistas menos preparadas existentes em várias cidades do interior do Brasil.

Entretanto, o Fokker F50 chegou ao mercado regional em um momento em que outros turboélices regionais como os da família ATR e os primeiros jatos regionais começavam a entrar em serviço e foi justamente um desses jatos que começou a substituí-lo na RIO-SUL por volta de 1997 - o EMB, depois rebatizado ERJ-145 da Embraer.

Matrículas

PT-SLJ, PT-SLK, PT-SLL, PT-SLO, PT-SLQ, PT-SLR, PT-SLX, PT-SLY, PT-SLZ, PT-SRA e PH-JXK