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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

SUGAR Volt: o avião-conceito híbrido que usa energia elétrica como combustível



No vídeo acima, é possível conhecer um pouco mais de um projeto inovador para a aviação: o SUGAR Volt. Trata-se de um avião-conceito híbrido que pretende utilizar a eletricidade para voar, queimando 70% menos combustível por voo. O projeto partiu de um pedido da NASA à equipe da Boeing para que eles explorassem as possibilidades de criar um avião híbrido elétrico. Depois de analisar várias ideias, a equipe decidiu que o conceito denominado SUGAR Volt seria o mais acessível, especialmente por ele ser semelhante aos carros híbridos elétricos. Basicamente, o avião recarregará suas baterias no aeroporto e tal conceito poderá ser desenvolvido até 2050. A aeronave seria mais silenciosa e reduziria o impacto ambiental do transporte aéreo. As asas também deverão ser readaptadas ao modelo, sendo mais longas e projetadas com uma maior elevação, adquirindo menos resistência. Confira no vídeo todos os detalhes deste projeto que promete ser o futuro da aviação.
  • Tec Mundo   
03-01-2013

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Avião robô promete revolucionar arqueologia

Juntando os resultados de amadores e cientistas profissionais, já se contam às centenas as descobertas arqueológicas feitas a partir do Google Maps. Essa possibilidade de olhar tudo por cima previamente, antes de ir a campo para uma estação de escavação, permite não apenas selecionar melhor as áreas, como, muitas vezes, ir diretamente a locais já sabendo que há algo ali que vale a pena.Mas Julie Adams e Steven Wernke, da Universidade de Vanderbilt, no Canadá, não se satisfizeram com as fotos feitas do espaço.Descontentes com a demora na atualização das imagens e com a resolução das fotos de satélite feitas sobre as áreas de seu interesse, os dois arqueólogos estão embarcando para o Peru levando na mala nada menos do que um avião robô. Um veículo aéreo não tripulado semi-autônomo - fará o mapeamento de uma área que levaria anos para ser pesquisada pelos métodos normais."Leva de dois a três anos para mapear um sítio em duas dimensões," diz o professor Wernke, acrescentando que o avião fará o mesmo em alguns minutos e, além disso em 3D. "O SUAVE vai mudar a forma como mapeamos grandes sítios, que levam várias estações para serem documentados usando as técnicas tradicionais. Ele nos dará imagens com resolução superior à dos melhores satélites artificiais, e vai gerar um mapa tridimensional detalhado," acrescenta. Os algoritmos desenvolvidos para o projeto permitem que o sistema do SUAVE controle o padrão de voo para compensar fatores como velocidade do vento e ângulo do sol, além de detalhes fotográficos, como sobreposição e resolução das imagens. O avião propriamente dito, é um modelo comercial, chamado Skate, com uma envergadura de asas de apenas 61 centímetros. Com propulsão elétrica, alimentado por baterias, o pequeno VANT pode ser lançado a mão ou decolar verticalmente, como um helicóptero. "Você só precisa desembrulhá-lo, especificar a área que você precisa cobrir, e então lançá-lo," prossegue Wernke." Quando ele termina de capturar as imagens, ele pousa e as imagens são baixadas, montadas em um grande mosaico, e transformadas em um mapa."
  • Inovação Tecnológica

sábado, 18 de agosto de 2012

Como será o design dos helicópteros do futuro?

Os helicópteros foram apresentados de verdade para o mundo na década de 1950 e surgiram como o meio de transporte do futuro. Ágeis e relativamente pequenos, eles seriam a solução para burlar o trânsito cada vez maior das grandes metrópoles, algo imaginado no passado e que se tornou o presente de muitas cidades brasileiras. Entretanto, com o passar dos anos, aquela que seria a última solução tanto para a mobilidade dentro de uma mesma cidade quanto para transporte de passageiros entre várias localidades se mostrou não tão eficiente assim. Alto consumo de combustível, barulho excessivo e também a falta de conforto para os passageiros são alguns dos principais pontos negativos dos helicópteros. Apesar de ser relativamente comum em cidades como São Paulo, uma forma cara mas eficaz de driblar o estressante e quase infinito trânsito paulistano nos horários de pico, o helicóptero foi superado pelo seu “irmão maior”, o avião, quando o assunto é transporte em massa. O avião é maior, mais rápido e mais barato do que o helicóptero.
Por que um helicóptero?
Os aviões são mais eficientes, não há dúvida, mas também demandam mais espaço para pousar e decolar. Ao contrário dos helicópteros, eles não podem fazer isso de cima de um prédio ou mesmo em um curto espaço de rua. Além disso, os aeroportos não podem ser em locais centrais, tornando viagens curtas um pouco mais longas. A pergunta que fica, então, é a seguinte: será que um redesenho dos helicópteros poderia colocá-los de novo no topo?
Um ônibus voador
A NASA, agência espacial dos Estados Unidos, trabalha no projeto de um veículo de rotor inclinado capaz de transportar até 90 passageiros e viajar até 1,6 mil quilômetros, número superior à distância entre Curitiba e Brasília, por exemplo. O Large Civil Tilt Rotor (LCTR) tem a cara de um avião e conta com duas enormes hélices posicionadas acima de suas asas. Elas servem como propulsores tanto para tirar o veículo do chão quanto para movimentá-lo, pois quando o LCTR está no ar, elas são posicionadas à frente da aeronave. Além de transportar bem mais gente do que qualquer helicóptero existente na atualidade e de ser mais ágil do que um avião convencional, esse meio-termo entre os dois veículos não deixa a desejar quando o assunto é velocidade. Ele é planejado para viajar a 350 nós, algo em torno de 550 km/h, o que significa que ele faria o trajeto entre a capital do Paraná e a Capital Federal em cerca de 2h30.
A velocidade máxima do LCTR é ainda bem superior ao limite dos helicópteros convencionais, que variam entre 315 km/h a 350 km/h em algumas regiões. Isso é possível também pelo redesenho feito no novo veículo, que supera algumas limitações físicas e aerodinâmicas dos helicópteros. Atualmente, a aeronave do gênero que detém o recorde de velocidade foi capaz de voar a “somente” 460 km/h. O dono da marca é Sikorsky X2, um helicóptero que usa dois conjuntos de hélices rodando em direções opostas, um sobre o outro. O veículo ainda dispensa a “cauda”, apresentando no lugar mais uma hélice, que serve como propulsão para levá-lo adiante.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

NASA testa avião hipersônico

Um consórcio formado por institutos de pesquisa dos EUA e da Austrália, liderados pela NASA, testou com sucesso um protótipo de avião hipersônico. É a primeira vez que um veículo hipersônico está sendo avaliado em uma bateria consistente de testes, e usando combustível derivado de petróleo. Este foi o primeiro de uma série de 10 lançamentos, que estão acontecendo na ilha de Kauai, no Havaí. A NASA liderou durante vários anos as pesquisas com voos hipersônicos, sobretudo com o seu lendário X-43. Mais recentemente a Austrália surgiu no páreo, detendo hoje o recorde mundial de velocidade com seu protótipo HyCAUSE, que superou Mach 20. Agora unidas, as equipes começaram os testes do programa HIFiRE (Hypersonic International Flight Research Experimentation Program), que planeja desenvolver as tecnologias fundamentais necessárias para alcançar uma capacidade de voo hipersônico na prática. O voo hipersônico é definido como aquele com velocidades a partir de Mach 5, ou seja, cinco vezes a velocidade do som. O "avião hipersônico" que acaba de ser testado é pouco mais do que um "motor voador" - algo como uma turbina voadora, em uma comparação com os aviões comerciais. Ele consiste em uma entrada regulável de ar, que permite a aceleração, o combustor estatojato propriamente dito, e dois canos de escapamento. Em volta há espaço suficiente para circuitos de controle e comunicações. O HIFiRE foi impulsionado por um foguete de três estágios, até uma altitude de 30.000 metros, quando então foi acionado seu motor estatojato (scramjet). Partindo da velocidade atingida pelo foguete, equivalente a Mach 6 (7.350 km/h) o HIFiRE acelerou até Mach 8 (9.800 km/h) e sustentou o voo hipersônico durante 12 segundos. O tempo de voo parece pouco, mas foi considerado uma grande conquista para um voo em velocidades hipersônicas - sintomaticamente, é exatamente o mesmo tempo de voo alcançado pelo X-51A, da NASA, há cerca de dois anos. A carga útil do HIFiRE inclui mais de 700 instrumentos e sensores, que coletam e transmitem os dados para os pesquisadores em terra. "Este teste nos dará dados científicos únicos sobre a transição da combustão de subsônica para supersônica - algo que não podemos simular em túneis de vento," disse Ken Rock, engenheiro da NASA que coordena o projeto. Isto foi possível porque, enquanto estava sendo impulsionado pelo foguete, o avião hipersônico manteve sua entrada de ar mais fechada, reduzindo o fluxo de ar para o equivalente a Mach 1. Ela foi totalmente aberta para que fosse possível atingir Mach 8, efetuando a transição da combustão interna do estatojato de subsônica para hipersônica.
  • Inovação Tecnológica

segunda-feira, 5 de março de 2012

Turbina eólica voadora vai buscar ventos nas alturas

Uma empresa emergente acaba de demonstrar com sucesso que o seu projeto inovador de uma "pipa" geradora de energia funciona de verdade. A pipa, que mais se parece com um avião, foi projetada para voar ancorada por um cabo especial, formado externamente por fibras muito resistentes, para segurar a pipa eólica, e internamente por fios condutores, para trazer a energia gerada para baixo. Conceitualmente, trata-se de uma turbina eólica voadora, com a mesma área útil - a área das lâminas do rotor, para aproveitar os ventos - que uma turbina eólica terrestre comum. Mas há algumas vantagens significativas. A primeira é que a pipa eólica ficará a uma altitude entre 250 e 600 metros, onde os ventos são mais fortes e mais consistentes em qualquer parte da Terra. A segunda é que sua parte avião garante um controle preciso das suas asas e flaps, colocando-a em um voo circular, o que significa que ela se adapta continuamente às variações do vento.Apesar de corresponder a uma turbina eólica terrestre em termos de potência, as pás da turbina eólica voadora exigem apenas 10% do material em sua construção. Isso, segundo a Makani Power, responsável pelo projeto, garante que uma de suas AWTs (Airborne Wind Turbine) custa menos do que uma turbina convencional. Os cálculos indicam que a ponta de cada uma das pás de uma turbina eólica é a parte responsável pela maior parte da geração de energia - é por isso que elas são cada vez maiores, de forma a ampliar seu raio de ação. "A turbina eólica voadora da Makani tira proveito desse princípio, colocando pares de pequenas turbinas/geradores sobre uma asa, ela própria funcionando como a ponta da pá de uma turbina eólica convencional. A asa voa através do vento em círculos verticais, ampliando a capacidade de geração," afirmam os engenheiros da empresa. Uma das possibilidades de uso inclui manter a pipa-avião-eólica ancorada sobre bases instaladas no mar. Quando os ventos não forem favoráveis, ela pode se recolher automaticamente, pousando como uma libélula sobre essa base. Quando as condições de vento se normalizarem, ela usa seus geradores como motores, e suas pás como hélices, para subir como um helicóptero. Ao "pegar o vento", ela passa automaticamente ao modo gerador de energia. Tendo realizado com sucesso os primeiros testes, a empresa afirma que agora está trabalhando em um protótipo de 600 kW.
  • Inovação Tecnológica
05-03-2012

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Helicópteros ganham aerodinâmica inspirada em baleias

Engenheiros alemães foram buscar inspiração nas baleias para criar helicópteros mais rápidos e mais fáceis de manobrar. Os helicópteros devem sua capacidade de decolar e pousar verticalmente ao seu rotor principal, mas isso também tem desvantagens aerodinâmicas. O fluxo de ar sobre a lâmina do rotor que está se movendo para trás cria turbulência, perda relativa de sustentação e exerce grandes forças sobre o rotor como um todo. Isto aumenta o arrasto aerodinâmico e submete todo o conjunto a uma carga maior do que o necessário - os passageiros também sentem tudo isso na forma de vibrações. É para compensar essas deficiências aerodinâmicas que os engenheiros estão trabalhando na construção de um helicóptero-avião. Engenheiros da agência espacial alemã, a DLR, parecem ter finalmente encontrado uma solução para minimizar, ou mesmo eliminar, todos esses problemas. A inspiração veio de saliências encontradas nas barbatanas das baleias-corcunda, conhecidas por suas capacidades acrobáticas. "As pesquisas mostraram que essas saliências retardam significativamente a ocorrência da perda de velocidade (stalling) e aumenta a flutuabilidade," disse Holgei Mai, que está testando esse conceito nos helicópteros juntamente com seu colega Kai Richter. Os fluxos na água são fenômenos similares aos fluxos no ar - os cientistas só tiveram que adaptar as dimensões das saliências. As saliências artificiais - por enquanto construídas em borracha - são menores do que as das baleias, com um diâmetro de 6 milímetros e pesando apenas 0,04 grama cada uma. Depois de testar o conceito no túnel de vento, com excelentes resultados, os dois engenheiros tiveram autorização para instalar as "lâminas-barbatana" em um helicóptero Bo-105. As quatro lâminas do rotor receberam um total de 186 saliências, agora já batizadas tecnicamente de LEVoGs (Leading-Edge Vortex Generators - geradores de vórtices na borda frontal, em tradução livre). "Os pilotos perceberam imediatamente uma diferença no comportamento das lâminas do rotor," conta Richter. Com um resultado tão promissor, sensível pelo piloto, a dupla agora está trabalhando na montagem de equipamentos especiais de medição para mensurar os efeitos obtidos com precisão. Segundo eles, a grande vantagem da nova tecnologia é que ela poderá ser aplicada aos helicópteros já fabricados, mediante a instalação de saliências na forma de um revestimento. Para os helicópteros novos, as bordas das lâminas de titânio poderão ser fresadas durante o processo de fabricação.
  • Inovação Tecnológica
05-02-2012

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

VANT usará energia do sol e do vento

O estudante Wesam Al Sabban, da Universidade de Queensland, na Austrália, aceitou um desafio que poucos pós-doutores encarariam. Ele está construindo um avião não-tripulado que usa o vento e o sol para permanecer longos períodos no ar. A NASA constrói aviões solares desde o final do século passado e um avião solar está prestes a dar a volta ao mundo. Mas, ao se concentrar em um modelo menor, Al Sabban planeja fazer um avião que, além de aproveitar a energia solar, também tire proveito das térmicas, colunas ascendentes de ar quente que os pássaros usam para voar gastando menos energia. "Nós estamos estudando a forma como os pássaros usam a energia dos ventos para voar com um gasto mínimo de energia, a forma como eles planam e usam todos os tipos de vento para se mover e mudar o rumo de seu voo," diz ele. O cerne da pesquisa está em um sistema de sensores e um programa de inteligência artificial, capaz de levar em conta a intensidade solar e detectar os padrões de vento. Isso permitirá que o próprio avião "escolha" a técnica mais adequada para se manter no ar a cada momento. "Como ele vai usar a energia do sol e a energia do vento, será mais barato de operar do que os aviões autônomos disponíveis no mercado," diz Al Sabban. E o futuro pesquisador aparentemente não terá problemas de financiamento para a construção de seus protótipos em maior escala: ele está sendo financiado pelo governo da Arábia Saudita.
  • Inovação Tecnológica
30-01-2012

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Super avião será usado para lançar foguete ao espaço

Avião espacial

A era da exploração espacial privada está-se mostrando mais vibrante do que se esperava - pelo menos nos projetos. Paul Allen e Burt Rutan, os homens por trás da Virgin Galactic e da Scaled Composites - e das simpáticas naves SpaceShipOne e SpaceShipTwo - acabam de anunciar seu mais novo empreendimento espacial. A Stratolaunch Systems foi anunciada com o projeto de construir uma versão peso-pesado das suas irmãs menores, que já serviram para demonstrar a viabilidade do conceito, embora ainda não tenham cumprido as promessas de turismo espacial em larga escala. A ideia é construir um super avião, com seis turbinas, capaz de elevar um foguete de grandes proporções até mais de 10 km de altitude, de onde ele será lançado. O conceito é diferente do adotado por todas as agências espaciais governamentais, e pelo menos um congressista norte-americano veio a público perguntar por que a NASA não pensou nisso antes. Mas será preciso esperar pelo menos 10 anos para que o Stratolaunch faça seu primeiro voo e comprove na prática sua viabilidade técnica e sua capacidade real de carga. Os dois investidores aproveitaram para reafirmar que a Virgin Galactic, cujas naves só conseguem atingir a órbita baixa, fará seus primeiros voos espaciais comerciais em 2013.
O Stratolaunch, afirmaram, entrará no mercado para competir com os lançadores de satélites artificiais e com o abastecimento da Estação Espacial Internacional, se ela ainda estiver operacional quando o avião-foguete ficar pronto. O avião gigantesco terá uma envergadura de asas de 117 metros, quase o dobro do já esguio avião solar Solar Impulse. Ele e sua carga de até 550 toneladas - peso total de decolagem - serão levados o mais alto possível na atmosfera por seis turbinas similares às que equipam os aviões 747. Mas a empresa está de olho também nos transportes aéreos - não-espaciais - já que o super avião terá uma flexibilidade de carga maior do que os aviões cargueiros comuns, podendo levar peças de formatos que não entram dentro de um avião.

Foguete privado

O foguete será construído pela também privada SpaceX, que saiu na frente e já tem agendado um voo até a Estação Espacial Internacional. O lançamento da nave Dragon será feito por um foguete da própria empresa, o Falcon 9. Já o foguete com lançamento aéreo deverá ser capaz de levar ao espaço cargas úteis de até 6 toneladas. Mas a SpaceX já tinha planos de fazer voos mais altos, e já está construindo o Falcon Heavy, que deverá ser o foguete mais potente do mundo.

  • Inovação Tecnológica
15-12-2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Peças de avião serão fabricadas com jatos de água

Engenheiros espanhóis estão desenvolvendo uma nova tecnologia que permite que peças de ligas metálicas avançadas sejam usinadas utilizando apenas água. Embora seja fácil trabalhar com o alumínio e suas ligas, as coisas ficam mais complicadas no caso das peças aeroespaciais, que frequentemente precisam ser feitas de titânio ou de Inconel®, uma superliga à base de níquel e cromo. O corte de peças com água está bem desenvolvido, já sendo utilizado industrialmente. Mas Amaia Alberdi e seus colegas da Universidade do País Basco querem mais. Eles estão desenvolvendo a usinagem a água, visando a substituição de fresas, tornos e máquinas de polimento. Superligas As superligas são materiais leves e muito resistentes, o que torna sua usinagem particularmente difícil e cara, sobretudo pelo elevado desgaste das ferramentas. Os engenheiros partiram de uma máquina de corte a água disponível comercialmente e foram ajustando-a para que ela pudesse desbastar o material de modo uniforme e preciso. "A diferença entre o corte com jato de água e a usinagem a água está no tempo de exposição do material ao jato de água," explicou Alberdi. Uma máquina de corte com jato de água permite a configuração dos parâmetros apenas do início da operação, o que é inadequado para a fabricação de formatos complexos e para o desbaste superficial seletivo. Por isso os engenheiros desenvolveram modelos de resistência para os diversos tipos de superligas, usando-os em um novo sistema de controle que ajusta o jato de água em tempo real, seguindo o desenho CAD da peça. Os engenheiros estão convencidos que a usinagem com jato de água tem um grande potencial, sobretudo em materiais para aplicações aeronáuticos, ainda que a usinagem ou a fresagem convencionais não sejam totalmente dispensadas. "A vantagem é que a usinagem com água será capaz de realizar um primeiro desbaste a um custo muito baixo em comparação com o processo atual," concluem eles.

  • Inovação Tecnológica

11-11-2011

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Como serão os aviões do futuro?

Os aviões comerciais do futuro serão alimentados a energia solar, atingirão velocidades cinco vezes superiores às do som (1701 metros por segundo), e viajarão em formação, tal como as aves migratórias, para poupar combustível. Estas e outras previsões constam de um relatório da Associação Britânica de Engenheiros Mecânicos (IME, na sigla inglesa) intitulado, "Aero 2075: Flying into a bright future ", ontem publicado. Até ao final do século XXI, vaticina a IME, os céus estarão repletos de aviões não tripulados (drone), pelo que os pilotos de linha aérea deverão ter os dias contados. A tecnologia de ponta que então equipará este tipo de aeronaves permitirá viajar em formação, tal como os gansos. Será assim possível poupar combustível, reduzindo os custos de operação e, desta forma, o preço dos bilhetes. Resta saber se os passageiros estarão dispostos a trocar a sensação de segurança de um voo tripulado por um bilhete mais barato num avião controlado a partir do solo.

OUTRAS PREVISÕES
  • Até ao final deste século deverá aparecer o "avião carregueiro". Trata-se de uma aeronave de grandes dimensões que transporta pequenas cápsulas as quais poderão ser libertadas e aterrarem em locais previamente combinados com os passageiros.
  • A IME prevê ainda uma fusão entre a asa e o motor, antevendo o surgimento de uma "asa voadora".
  • No futuro, os aviões também serão reabastecidos durante o voo, deixando de ser necessário descolar com os tanques cheios de combustível.
25-10-2011

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

NASA quer colocar mais verde nos céus

A NASA está promovendo uma competição para testar conceitos inovadores para a propulsão de aviões. Durante a próxima semana serão testados aviões com motores a combustão alimentados por biocombustível, aviões elétricos e aviões com motorização híbrida. O objetivo é alcançar a maior eficiência energética possível, voando o máximo de distância e tempo com o mínimo de combustível. O prêmio para o vencedor é entusiasmador: US$1,65 milhão, o maior prêmio já oferecido na aviação.Serão duas competições, uma de velocidade e outra de eficiência no consumo de combustível. Para vencer a competição de economia de combustível, o avião terá que voar 200 milhas (360 quilômetros) em menos de 2 horas, consumindo menos de 1 galão (3,785 litros) de combustível por ocupante - ou uma quantidade equivalente de eletricidade. Isso representa uma capacidade de transportar 200 passageiros por milha (1,6 km) por galão de combustível. Aviões de pequeno e médio porte alcançam alguma coisa entre 5 e 50, enquanto os grandes aviões de passageiros costumam carregar entre 50 e 100 passageiros por milha por galão de combustível. Se mais de competidor alcançar o objetivo, vencerá aquele que apresentar a melhor combinação de velocidade e eficiência. Mas não é tão fácil ganhar mais de um milhão e meio de dólares. Para colocar a mão no dinheiro, os competidores terão ainda que voar a uma velocidade de 160 km/h, decolar em menos de 600 metros, passando sobre um obstáculo de 15 metros de altura e fazer um ruído máximo de 78 dBA na potência total de decolagem. Segundo a NASA, a competição está fomentando tecnologias e inovações nas áreas de baterias, motores, células solares, células a combustível, ultracapacitores, novos materiais compósitos, novas tecnologias de sustentação e novos sistemas de segurança para pequenos aviões, incluindo pára-quedas e air bags.
  • Inovação Tecnológica

domingo, 4 de setembro de 2011

Pilotos operam com óculos de visão noturna

Decolagem, navegação a baixa altura, lançamento de cargas e paraquedistas, pouso. As missões realizadas esta semana pelo Esquadrão Arara na Base Aérea de Manaus seriam típicas da aviação de transporte, mas na Operação Coruja Verde II as tripulações dos C-105 Amazonas fazem o treinamento em total escuridão, com o uso de Óculos de Visão Noturna. Clique aqui para ver o vídeo O equipamento, também chamado de NVG (Night Vision Googles), amplifica em até 50 mil vezes a luminosidade e aproveita a luz da lua e das estrelas para que os pilotos consigam voar mesmo sem referências visuais. "Na verdade, o NVG não faz a noite virar dia. Então não é um voo diurno nem noturno, mas sim um voo com características próprias que precisam ser treinadas", explica o Sargento Renato Fontes, do Instituto de Medicina Aeroespacial (IMAE), da Força Aérea Brasileira. O resultado é a capacidade de realizar missões que antes eram impossíveis. "Nós passamos para uma outra fase da aviação de transporte. Nós hoje utilizamos a noite a nosso favor", diz o Major Juraci Muniz, do Esquadrão Arara. Ele exemplifica que com os óculos de visão noturna é possível pousar em pistas sem iluminação para realizar um resgate ou lançar paraquedistas em uma zona de conflito sem revelar a posição para o inimigo. Outra possibilidade de uso será em missões de busca de aeronaves acidentadas.Para o Brigadeiro César Estevam, Comandante das Unidades de Transporte da FAB, o NVG dá uma nova dimensão operacional para os pilotos da Força Aérea Brasileira. "Nós não dependeremos mais do tempo. O tempo, que eu digo, fator nascer do sol e o por do sol. Nós poderemos trabalhar em qualquer momento. E isso é um avanço muito grande", afirma. Além do Esquadrão Arara, a FAB também opera com óculos de visão noturna nos C-105 Amazonas baseados em Campo Grande e nas unidades equipadas com helicópteros Blackhawk e caças Super Tucano. Em agosto, com o uso de NVG, a FAB realizou uma missão real de destruição de uma pista clandestina na região de fronteira do Brasil com a Colômbia. Para realizar as missões com Óculos de Visão Noturna, os militares da FAB precisam passar por um treinamento que começa em solo. "O NVG traz algumas limitações, como a visão em tons de verde e a falta de noção de profundidade, além da redução do campo visual", explica Sargento Fontes, do IMAE. Por isso, o treinamento começa no solo, onde os tripulantes fazem exercícios para aprenderem a enxergar com o NVG e ajustarem corretamente o equipamento. "Nós utilizamos maquetes e outras simulações para que as limitações sejam superadas, e é sempre preciso voltar ao IMAE para manter a capacidade de voar com o NVG", diz. No caso do Esquadrão Arara, além dos pilotos, também utilizam o equipamento os tripulantes responsáveis pelo lançamento de cargas e de paraquedistas. O Major Juraci Muniz diz foram selecionados para a Operação Coruja Verde II aqueles com maior experiência e capacidade operacional. “Mas todos os nossos militares podem chegar ao estágio operacional de voar com o NVG, faz parte do próprio crescimento operacional”. Antes de participar de missões como a Coruja Verde, todos os pilotos de C-105 Amazonas da FAB, tanto os de Manaus quanto os de Campo Grande, fazem treinamentos no simulador de voo. O equipamento é uma cópia exata da cabine do C-105, onde todos os procedimentos podem ser executados exatamente como na aeronave.
  • Agência Força Aérea
04-09-2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cabine de avião é fabricada com tecnologia a explosão

Tecnologia de reator de fusão

Quando começaram a fabricar peças para reatores de fusão nuclear, os engenheiros logo viram que as técnicas tradicionais de fabricação não seriam suficientes. No interior desses reatores, devido aos fortíssimos campos magnéticos, ao contato com o plasma e temperaturas que se pretende igualar às temperaturas das estrelas, os materiais não podem ter os mínimos defeitos. E, quando se usa uma prensa para forçar um metal assumir um determinado formato - a técnica tradicional usada em estamparia -, por melhor que seja a qualidade resultante, a peça sempre apresenta microfraturas e, devido ao estresse, uma resistência menor do que a resistência do material original. Em 1998, um grupo de engenheiros do Instituto TNO, da Holanda, surgiu com uma ideia radical: substituir a prensa por uma explosão.

Estamparia por explosão

A nova tecnologia de conformação teve um sucesso igualmente explosivo: a qualidade das peças produzidas pela estamparia a explosão era muito superior à qualidade das peças prensadas, o que tornou a técnica interessante para muitas aplicações além dos reatores de fusão. A técnica consiste em submeter o metal a uma onda de choque. "Nós colocamos as placas de metal em cima de um molde, dentro de um tanque com água," explica Hugo Groeneveld, um dos criadores da técnica de conformação explosiva. "A seguir, nós detonamos explosivos com alta precisão, e as ondas de choque geradas sobre a água pressionam o metal em cada detalhe da forma desejada. Usando esta técnica nós podemos fazer peças com desenhos incrivelmente complexos," afirma.

Explosão para aviões

Na época, quando os pesquisadores fundaram uma empresa para comercializar a descoberta - a 3D-Metal Forming - a tecnologia, então batizada de ExploForm, só conseguia moldar peças metálicas com até 15 milímetros de espessura. Hoje já é possível estampar chapas metálicas de até 6 centímetros de espessura. Isso chamou a atenção da fabricante de aviões Airbus, interessada em eliminar qualquer risco de fadiga ou fratura na estrutura dos seus aviões. Embora os ganhos em termos de peso do material e ganho de resistência não tenham sido divulgados, os resultados devem ter sido muito bons, porque a empresa já assinou um contrato com a 3D-Metal Forming para fabricar os cockpits dos seus aviões, uma das partes mais críticas devido ao atrito direto com o ar, a água, o gelo e a poeira.

Estamparia magnética

Uma equipe norte-americana também desenvolveu uma tecnologia alternativa de estamparia, usando magnetismo. Essa técnica está sendo avaliada por fábricas de automóveis.

  • Inovação Tecnológica

22-08-2011

domingo, 19 de junho de 2011

Avião hipersônico iria de Paris a Tóquio em 2,5 horas sem poluir

Em 2050, os passageiros poderão viajar a bordo de aviões-foguetes que farão o trajeto Paris-Tóquio em duas horas e meia sem poluir, já que os voos serão na estratosfera: este é um dos mais audaciosos projetos do EADS, grande grupo de aeronáutica europeu. Desde o trágico fim do Concorde, a ideia de um avião de alta velocidade parecia abandonada, mas os construtores buscam principalmente projetar aviões mais leves, e assim consumir menos combustíveis, cujo preço disparou. Na véspera do Salão Aeronáutico de Le Bourget (França), o construtor europeu EADS, fabricante do Airbus, apresenta o projeto ZEHST (sigla em inglês para Transporte de Alta Velocidade de Zero Emissão), um avião hipersônico - mais rápido ainda que o supersônico Concorde - de zero emissão de CO₂. "O avião do futuro é pensado como o ZEHST", explicou o diretor geral de Tecnologia e Inovação do EADS, Jean Botti. Uma maquete de 4 m deste avião, cuja forma é muito parecida com a do Concorde, será apresentada na próxima semana na cidade de Le Bourget, no grande salão mundial da aeronáutica que abre as portas na segunda-feira aos profissionais e na quinta-feira ao grande público. O ZEHST tem todos os ingredientes de uma grande obra de ficção científica: os motores funcionarão com biocombustíveis à base de algas e uma vez em altitude, a aeronave terá motores parecidos com os de foguetes, que já não funcionarão com biocombustíveis, mas com hidrogênio e oxigênio, por serem fontes "limpas e emitirem apenas vapor de água", explicou Botti. Este avião deverá voar até os 32 km de altitude, enquanto uma aeronave tradicional não supera os 10 mil metros. Os assentos dos passageiros vão se movimentar para que não haja a impressão de estar numa montanha-russa. A ventagem do ZEHST é que "não polui, você estará na estratosfera, a contaminação será nula", reforçou Jean Botti. Para o pouso, o piloto desligará os motores e fará o planejamento antes de começar a descida, antes de pôr os motores clássicos para funcionar. Para Botti, "a solução (ecológica) está no limite do espaço. Não é um avião, não é um foguete, é um avião-foguete comercial". O ZESHT deverá ter capacidade para transportar de 50 a 100 pessoas e por enquanto não é mais do que um esboço, mas a EADS já tem um cronograma: uma primeira versão de demostração deverá estar pronta em 2020 e entrará em serviço em 2050. Na época, o cenário espacial e aeronáutico já terá certamente mudado, principalmente com o aumento na participação do setor por parte dos países emergentes. A EADS tem apenas 10 anos de vida, por isso é difícil fazer projeções semelhantes. No entanto, para um porta-voz do EADS, este projeto tem boas garantias de se concretizar, porque as tecnologias necessárias já estão desenvolvidas. Os motores de foguete já existem: Astrium, filial espacial do EADS, já está os projetando para o turismo espacial. Os combustíveis à base de algas também já estão preparados, segundo o porta-voz. O projeto ZEHST foi criado em colaboração com o Japão e com a Direção Geral da Aviação Civil francesa. Botti reconheceu, no entanto, que esta tecnologia deve avançar passo a passo: primeiro pensar em aviões comerciais com base nas tecnologias ecologicamente viáveis para 20 ou 25 pessoas para despois passar progressivamente para aeronaves que levem 50, 100 e 200 pessoas, capacidade média de um avião tradicional.

  • Terra

19-06-2011

sábado, 18 de junho de 2011

Um iate que também é um hidroavião pode navegar ou voar

Novos modelos de avião são sempre impressionantes e inovadores, ainda mais quando o seu conceito foge do normal e do convencional. Um designer chamado Yelken Octuri parece ser especialista nessas criações. Primeiro, um conceito de ônibus espacial inovador, depois um iate voador com asas inspiradas em insetos. Agora, a bola da vez é um iave voador que possui autonomia tanto para navegar quando para voar livremente. O motor que propicia movimento a esse hidroavião é feito pela Nissen & Brasseur, contendo quatro hélices duplas. Quando suas asas em forma de velas são reduzidas, ele alcança até 387 quilômetros por hora. A beleza desse avião sem nome não é apenas na sua superfície; por dentro, ele é feito para dar o maior dos confortos, para quem tiver o dinheiro suficiente para comprar essa mordomia oferecida pelo iate. Há dois tipos de decks separados, onde as pessoas podem tomar banhos de sol e apreciar a paisagem. Também há uma cozinha mobiliada, uma sala principal equipada com uma cama, banheiro, muitos quartos e uma sala de armazenamento. E, quando alça voo, ele mantém toda essa estabilidade e segurança, para nenhum prato seu cair da mesa ou você ter a vergonha de sua visita tropeçar.
  • Tech Tudo
18-06-2011

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Empresa apresenta helicóptero-avião

Um helicóptero híbrido capaz de voar a mais de 400 km/h deve ser uma das atrações do Salão Aéreo de Paris, entre 20 e 26 de junho. Por ser uma aeronave que voa tão rapidamente quanto um avião, mas com a manobrabilidade de um helicóptero, os fabricantes do Eurocopter X3 o estão chamando de "divisor de águas". A Eurocopter diz que o X3 pode ser usado para operações de busca e resgate e qualquer outra missão em que a velocidade seja primordial. Além das hélices horizontais que possibilitam a decolagem e pouso verticais, o híbrido tem também duas turbo-hélices montadas em pequenas asas que permitem velocidades acima de 400 quilômetros por hora.

  • Inovação Tecnológica

17-06-2011

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Vants: a nova tendência em aeronaves

O uso de Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants) vem crescendo, tanto em operações militares quanto civis. Conhecido em todo o mundo como UAV (sigla para o nome em inglês Unmanned Aerial Vehicle), o Vant é um tipo de aeronave sem piloto que pode voar autonomamente ou ser remotamente controlada, em ações de monitoramento, reconhecimento e vigilância. Sua principal vantagem é realizar ações táticas de inteligência sem colocar vidas humanas em risco. Atualmente voam pelo mundo milhares de veículos não tripulados de diferentes dimensões; do tamanho de um inseto até o porte de um Boeing. Embarcados com câmeras de alta tecnologia e sistemas de inteligência de última geração, os Vants são capazes de gerar imagens em alta definição a altitudes bastante elevadas – voam a até dez mil metros – tornando-se invisíveis a olho nu. Por isso, eles têm se tornado aliados importantes em ações típicas de Estado como o combate ao contrabando, ao tráfico de drogas e de armas, ao desmatamento e à pesca ilegais e o policiamento de fronteiras. As imagens geradas pelos Vants têm ainda diversas aplicações como mapeamento, localização de pessoas e rotas perdidas, levantamentos topográficos e meteorológicos, detecção e controle de queimadas, inspeção de oleodutos e de linhas de transmissão de energia. Os Vants também fazem parte das prioridades de defesa do Brasil. O uso dessa tecnologia começou a ser mais amplamente debatida no país a partir das discussões para a elaboração da Estratégia Nacional de Defesa (END), anunciada pelo ex-presidente Lula no final de 2008. O texto indica sua aplicação entre as diretrizes da Força Aérea Brasileira para vigilância – com uso em monitoramento e controle do território nacional – e combate; assim como ara orientação estratégica. Por isso, a END recomenda a destinação de recursos e a transferência tecnológica para a fabricação de Vants, entre outros equipamentos de defesa. Por enquanto, os Vants no Brasil só podem ser utilizados em áreas menos habitadas, mediante autorização do Controle de Tráfego Aéreo, que exige alguns dias. Isso porque o país ainda não tem uma regulamentação que permita seu uso em regiões urbanas. No futuro, com novas regras, eles poderão ser úteis em diversas atividades, como levantamento de áreas urbanas de risco. De qualquer maneira, já há Vants voando em áreas de difícil acesso, como na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), no sul do país. Lá, a Polícia Federal opera Vants israelenses adquiridos para o combate ao tráfico e ao contrabando. Eles são controlados por satélite, capazes de decolar e pousar automaticamente e têm autonomia de voo de quase 40 horas. A regulamentação do voo de veículos não tripulados no país é urgente, para que suas aplicações sejam aproveitadas ao máximo. Quando puderem voar em áreas urbanas, os Vants serão certamente uma importante ferramenta na segurança pública, já que poderão monitorar áreas perigosas, como comunidades dominadas por traficantes, e rastrear comboios, entre tantas outras utilidades. Esperemos que a regulamentação definitiva de sua operação aconteça rapidamente, a tempo de que os Vants, que representam a vanguarda da inovação tecnológica no setor de aviação, possam ser aliados também na segurança do país nos grandes eventos esportivos que o Brasil receberá, como a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos.

15-06-2011

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Microavião não-tripulado voa como avião e pousa como pássaro

Talvez ainda não seja a hora para que os aviões voem como os pássaros, mas este não parece ser o caso dos pequenos veículos voadores não tripulados. Engenheiros da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, estão fazendo justamente isso, imitando o movimento das asas dos pássaros para ajudar a melhorar a manobrabilidade dos veículos aéreos não tripulados - VANTS, ou UAVs (unmanned aerial vehicles). Esses micro-aviões não tripulados são projetados para vigilância, observações científicas, monitoramento de tráfego, auxílio no combate a incêndios florestais e uma infinidade de outras aplicações. Na maioria delas, a missão consiste sobretudo em observar do alto um alvo fixo em terra. Mini-veículos aéreos não tripulados teriam sido valiosíssimos, por exemplo, no combate ao acidente nuclear de Fukushima, quando os técnicos simplesmente não sabiam a situação dentro dos prédios dos reatores depois das explosões de hidrogênio.

Asas fixas e asas móveis

Um veículo de asas móveis - como um helicóptero - parece ser a melhor escolha para sobrevoar um alvo fixo. Mas eles são menos eficientes para alcançar longas distâncias, sobretudo nas dimensões reduzidas previstas para os VANTs. As aeronaves de asas fixas, por outro lado, como os aviões tradicionais, não são muito bons em observar um ponto fixo no solo, exigindo sensores caros e pesados. É por isso que os pesquisadores estão se voltando para a imitação dos pássaros: uma asa móvel não-rotativa pode permanecer fixa durante o voo de longa distância e mover-se para que a aeronave fique planando quando necessário. Mas há uma vantagem adicional: planar como os pássaros permite uma aproximação suave e o pouso em áreas mínimas, como no alto de um poste, sobre uma cerca ou no galho de uma árvore. Avião que pousa como pássaro Tom Bewley e Kim Wright começaram a estudar essa possibilidade analisando vários vídeos em câmera lenta do pouso de aves. O resultado foi o projeto de um avião que tenta imitar como os pássaros ajustam a forma de suas asas na aproximação para o pouso e como eles batem as asas para isso. O primeiro protótipo está longe de ter a graça de uma águia pousando no topo de uma árvore, ou mesmo de um beija-flor robô, mas mostrou que os pesquisadores estão no caminho certo. Dificilmente eles alcançarão o controle aerodinâmico das aves, mas o protótipo demonstrou que pousos "mais comportados" são possíveis.

Inspiração biológica

A aeronave biologicamente inspirada tem uma área de asas e uma cauda que procura imitar os pássaros estudados, que incluíram gaviões, araras e corvos. A fuselagem e a cauda foram construídas principalmente com madeira balsa e espumas, usando as técnicas padrão usadas por hobbistas para a construção de aeronaves. As asas foram feitas com fibra de carbono, fibra de vidro, espuma de alta densidade e nylon.
  • Inovação Tecnológica
13-06-2011

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Companhia aérea substitui manuais de voo por iPads

A companhia aérea Alaska Airlines decidiu substituir os manuais de voo tradicionais por versões em formato eletrônico que seus pilotos poderão consultar nos iPads e que ajudarão a reduzir o peso nos aviões. "Como parte de um contínuo esforço para usar a tecnologia e reforçar a segurança dos voos, aumentar a eficiência e proteger o meio ambiente, Alaska Airlines oferecerá iPads a seus pilotos", anunciou nesta sexta-feira a companhia em comunicado. O documento explica que as 600 g desses dispositivos substituirão os mais de 11 kg dos 41 manuais e documentos que os pilotos são obrigados a levar com eles em cada voo, enquanto que seu formato eletrônico permitirá fazer buscas mais rápidas pelos textos. Além disso, "atualizar estes materiais de referência agora poderá ser feito com um só clique na tela do iPad, substituindo o trabalhoso processo de folhear as páginas uma por uma", explicou a companhia aérea, que já provou a iniciativa entre alguns de seus profissionais e prevê distribuir os dispositivos da Apple entre todos seus pilotos até início de junho. "Tínhamos estudado a ideia de um formato eletrônico dos documentos de voo durante anos, mas nunca tínhamos encontrado um dispositivo que realmente nos convencesse", explicou o vice-presidente de operações de voo do Alaska Airlines, Gary Beck, no comunicado. A empresa estuda também substituir os mapas físicos de navegação por versões eletrônicas para o iPad e assegura que ambas iniciativas poderiam economizar um grande consumo de papel e reduzir as dores musculares dos pilotos por carregar diariamente um material que pode chegar a 22 kg.
  • EFE/Terra
27/05/2011

sábado, 14 de maio de 2011

Helicóptero a pedal consegue sair do chão

Estudantes da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, conseguiram fazer decolar ligeiramente o seu helicóptero acionado unicamente pela força humana. Judy Wexler, uma estudante de biologia de 24 anos de idade, pedalou furiosamente o Gamera - o nome do helicóptero a pedal - até que ele levantasse ligeiramente do chão. O feito representa um recorde para um voo de um helicóptero a pedal acionado por uma mulher. Os números, contudo, parecem decepcionar: na primeira tentativa, o Gamera manteve uma altitude entre 7,5 e 12,5 centímetros por 4 segundos. A seguir, foi obtida uma marca de 20 centímetros, durante 20 segundos. Os estudantes alegam que uma tentativa não-oficial, sem observadores da NAA (National Aeronautical Assocation), teria alcançado 70 centímetros por 24 segundos.O helicóptero Gamera tem quatro rotores de 13 metros de largura, um em cada um dos seus quatro braços de 18 metros de extensão. A aeronave inteira pesa menos de 100 quilogramas, incluindo a piloto. Os materiais usados em sua construção incluem madeira balsa, espuma, mylar e fibra de carbono. O helicóptero a pedal aproveita um efeito chamado efeito solo, um aumento na sustentação obtida quando uma aeronave voa muito próximo ao chão. O Gamera leva a ideia ao máximo, mantendo quase a totalidade dos rotores junto ao chão. O impulso é gerado por dois pedais, um acionado pelos pés e outro pelas mãos. O objetivo do projeto é participar do Sikorsky Prize, que oferece US$250.000,00 para a primeira equipe que construir um helicóptero acionado unicamente pela força humana. Para vencer o desafio, o helicóptero deverá ser capaz de voar por 1 minuto e atingir uma altitude momentânea de 3 metros, sem que seu centro saia de um perímetro de 10 metros quadrados.
Assista ao vídeo
  • Inovação Tecnológica
14/05/2011