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terça-feira, 22 de julho de 2014

Airbus faz teste de decolagem abortada em novo jato A350

O teste é um passo importante para o recebimento de certificação de segurança europeia, algo que deve ocorrer no final de agosto ou início de setembro, segundo fontes da indústria.
A Airbus planeja entregar o primeiro jato, produzido com compósitos de carbono, à Qatar Airways até o final do ano. O teste é um dos mais caros no processo de certificação e consiste em direcionar um máximo de energia para os freios, que podem atingir temperaturas de até 1.400 graus Celsius. Veja mais no link 
Reuters
 22/07/2014

Problema com bagagem é 2ª queixa na Anac

Tirar férias pode resultar em dor de cabeça quando acontece algum imprevisto com a bagagem. Os registros na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre o assunto - o segundo tema com mais casos, perdendo só para atendimento - aumentaram no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2014, foram feitos 1.456 registros por passageiros, ante 1.377 em 2013. Os relatos vão de dúvidas a reclamações sobre danos, roubo, perda, furto e extravio de bagagem. O problema foi enfrentado pela psicóloga e professora Fernanda Cardoso, de 37 anos.
"Já se passaram mais de 15 dias da minha primeira viagem à Europa e continuo sem notícias da mala", reclama. Apesar de a companhia aérea TAP responder que o caso foi solucionado no dia 9, Fernanda conta que, no lugar das roupas e objetos de viagem, recebeu um violão. "Parece piada", diz. Segundo a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Claudia Almeida, se o contrato foi firmado no Brasil e a bagagem não for encontrada e devolvida em até 30 dias, a consumidora deve ser integralmente ressarcida pela empresa aérea, que também tem de pagar os gastos feitos por ela por estar sem a mala."Para os voos internacionais, o valor pago é de US$ 20 por quilo de bagagem extraviada, mas o Idec entende que o consumidor deve ser ressarcido no valor do real prejuízo."
Claudia orienta que a consumidora guarde todos os comprovantes de gastos decorrentes do extravio e, se não houver solução por parte da TAP, procure o Procon ou ajuíze uma ação.
Prancha cara
O produtor Henrique F. Marchina, de 34 anos, pagou taxa maior do que outros passageiros para transportar pela Avianca o mesmo produto, uma prancha de surfe. "Gastei US$ 169,50 e os outros pagaram US$ 56,50", diz."Para piorar, ela chegou avariada e sumiram alguns produtos que estavam em seu case." Ele ligou para a Avianca e soube que deveria reclamar à LAN, responsável pelo último trecho do voo.A Avianca respondeu que o caso foi resolvido, mas o leitor desmente. "A companhia aérea disse que não vai se responsabilizar pelo extravio das peças e pelos danos causados à prancha."De acordo com o professor da Faculdade de Direito de São Bernardo Arthur Rollo, especialista em Direito do Consumidor, a cobrança de valores diferenciados para o transporte da prancha de surfe pela mesma empresa no mesmo voo configura prática comercial abusiva."Se houver comprovação do tratamento desigual, o consumidor tem direito à devolução em dobro do valor pago a mais." O furto de itens da bagagem e os danos à prancha configuram defeito na prestação do serviço, sendo as duas empresas, Avianca e LAN, responsáveis, segundo o artigo 14 do Código de Defesa do Consumidor, diz."Se não for solucionado, ele pode entrar com ação judicial e pedir reparação por danos materiais e morais."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
22/07/2014

EUA:Lawson é aprovado como embaixador de aviação na ONU

O Senado dos EUA confirmou a escolha do presidente dos EUA, Barack Obama, para servir como representante do país na Organização Internacional de Aviação Civil da ONU, entidade que enviou uma equipe para ajudar a investigar a derrubada do voo MH17 na Ucrânia. Pelo voto nesta segunda-feira, o Senado aprovou a escolha de Michael Lawson, natural da Califórnia, que vai ter o título de embaixador. Lawson, que já foi presidente do conselho de administração do Aeroporto de Los Angeles, é um dos principais apoiadores das arrecadações de fundos para as campanhas do Partido Democrata. Na semana passada, a Ucrânia pediu a ajuda da Organização Internacional de Aviação Civil - que foi criada em 1944 e trata da segurança aérea global - para ajudar na investigação da derrubada do voo MH17, da Malaysia Airlines, no território separatista de Donetsk. O acidente provocou a morte de todos os 298 passageiros da aeronave. 
Fonte: Associated Press.
22/07/2014

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Com aposentadoria do Mirage, caça F-5 passa a defender Brasília em 2014

O ano de 2014 começa com uma nova aeronave de combate defendendo a Esplanada dos Ministérios e o Palácio do Planalto. Desde a aposentadoria do caça Mirage 2000, cujo último voo o G1acompanhou na terça-feira (31), um F-5 assumiu a prontidão na Base Aérea de Anápolis, em Goiás, com a missão de interceptar e até abater qualquer avião suspeito que ameace o espaço aéreo na região central do país.

Fabricado pela norte-american Northrop  e tendo sido usado na guerra do Vietnã (1955-1975), o F-5 começou a ser comprado pelo Brasil na década de 70 como um caça tático e passou por um processo de modernização nos últimos anos na Embraer, recebendo novos sistemas de radares e nova tecnologia de aviação.

O G1 vai publicar nesta semana um vídeo com a íntegra do último voo do Mirage.

O Brasil possui 57 unidades de F-5, distribuídos em Manaus (AM), Rio de Janeiro e Canoas (RS). Um dos F-5 foi deslocado no dia 31 do Rio Grande do Sul para Anápolis, recebendo armas e munições assim que o Mirage número 4948 decolou para o museu da Aeronáutica no Rio de Janeiro, às 10h42, deixando assim de fazer parte da proteção do país.

“A noite do réveillon e o primeiro dia de proteção aqui foram tranquilos. Não fomos acionados nenhuma vez”, diz o tenente-coronel  Carlos Afonso, de 42 anos, que comanda o esquadrão de F-5 da FAB em Canoas e que foi pessoalmente para Anápolis para assumir a responsabilidade no primeiro dia de ação do caça para defender Brasília.

“O F-5 tem uma velocidade operacional inferior em relação ao Mirage. Mas a missão vai ser cumprida da mesma maneira. Garantimos a defesa”, afirma Afonso. Ele é o piloto que está de prontidão nesta quarta-feira (1º).

Adquiridos em 2006 em uma estratégia tampão, diante da indefinição do governo quanto ao novo caça do país, os Mirage foram comprados já usados da França: o modelo que fez o último voo no dia 31 tinha 6.100 horas de voo.

Ao contrário do F-5, que atinge até 1,9 vez a velocidade do som, o Mirage atinge até 2,2 vezes a velocidade do som. Enquanto o Mirage chegaria a Brasília em 5 minutos, partindo de Anápolis, o F-5 demora cerca de 7 minutos.

Os F-5 ficarão em Anápolis até que comecem a chegar os Gripen N/G, o caça sueco escolhido pela presidente Dilma Rousseff como a nova aeronave de combate da Aeronáutica. Serão compradas 36 unidades por US$ 4,5 bilhões. A ideia da Aeronáutica é pegar emprestado com a Suécia 12 aviões Gripen de uma versão anterior a que ainda será fabricada, que podem chegar já em 2015.

Segundo o coronel Afonso, foi solucionado o problema que havia em algumas unidades de F-5 da FAB e provocava a queda do canopi (a capa que protege o cockpit, onde o piloto fica). “Foi um caso pontual, de ajuste. Já foi sanado e não tivemos mais problemas”, afirma ele.


Desativação do Mirage

A Aeronáutica possuía 12 Mirages, que deveriam ter sido aposentados já em 2011 devido à situação de sucateamento e à falta de armamento. Para estender a vida útil até o ano passado, 6 deles foram “decepados”  (tiveram peças tiradas) para que os outros 6 continuassem operando. Em Anápolis, no dia 31, apenas 5 ainda “existiam”. Um deles foi para o museu da FAB. Os outros quatro ainda aguardam destinação no hangar.

“Ainda não sabemos o que será feito deles. Será conversado com a França, que é a fabricante. Algumas peças poderão ser reutilizadas”, afirma o coronel Sérgio Bastos, comandante da base aérea de Anápolis. Segundo a FAB, não há previsão de que os aviões sejam revendidos.

O capitão Augusto Ramalho, de 33 anos, fez no dia 31 a última hora de voo do Mirage, do avião que desde 2006 protegia o espaço aéreo do país, em especial, as fronteiras da Amazônia, do Centro Oeste e do o Planalto.  Ele partiu às 10h42 para o Rio. Para ele, foi o voo mais difícil da vida. "Realmente, foi muito difícil. Não devido ao voo em si, que foi tranquilo. Mas pela emoção. Por ser o último, ficamos todos tocados”, desabafou.

O sargento Edmar Divino de Souza fez a remoção dos últimos cartuchos de munição do Mirage 4948 antes da decolagem para o museu no Rio de Janeiro. “É um ciclo que se encerra. Estou há 12 anos trabalhando aqui, o Mirage já faz parte da nossa família. Agora começa um novo ano, novos aprendizados serão necessários para a nova aeronave”, diz ele.

 Fonte: G1

sábado, 29 de junho de 2013

Embarque e desembarque


As companhias aéreas Latam e Azul contam com pouca coisa em comum, além do setor em que atuam. A primeira, fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN, é a maior companhia do setor da América Latina em valor de mercado, avaliada em US$ 12 bilhões. Sua frota é composta de jatos da Boeing e da Airbus que voam para 150 destinos de 22 países. A Azul, por sua vez, ainda é uma nanica em ascensão, focada em voos regionais no Brasil com aviões de menor porte, fabricados pela Embraer e pela italiana ATR. Na semana passada, as duas empresas se diferenciaram ainda mais, ao seguirem rotas inversas em suas estratégias de financiamento. Enrique Cueto, que preside a Latam, embarcou na bolsa. David Neeleman, que comanda a Azul, por sua vez, desembarcou do mercado de capitais. A Latam definiu, na segunda-feira 24, os bancos que coordenarão uma oferta de ações, programada para o próximo trimestre, para captar US$ 1 bilhão – JP Morgan, IM Trust e BTG Pactual. A Azul, que havia programado seu IPO para julho, deu sinais de que, ao menos por ora, vai adiá-lo. “Temos a intenção de abrir capital. Entretanto, estamos acompanhando de perto o mercado para determinar o melhor momento de realizar a oferta pública, o qual ainda não está definido”, afirmou a empresa em comunicado. As duas companhias tinham razões semelhantes para captar recursos. Ambas precisam de dinheiro para alçar novos voos em meio a um cenário adverso do setor de aviação. Embora o número de passageiros venha crescendo ano a ano, a taxa de expansão desacelerou. Não bastasse isso, o aumento do preço do querosene de aviação, o principal item de custo, está pressionando a última linha do balanço das companhias aéreas. Prova disso são os números da Latam referentes a 2012: a companhia ainda apresentou lucro, esquálido, é verdade, de US$ 33 milhões, mas seu braço brasileiro perdeu cerca de US$ 600 milhões no mesmo período. Esse, no entanto, não é o caso da Azul. Ela é uma das poucas empresas brasileiras rentáveis nesse setor.Com operação totalmente focada no mercado regional, a empresa de Neeleman obteve um lucro líquido de R$ 30,6 milhões no primeiro trimestre de 2013. Depois que adquiriu a concorrente Trip, em maio de 2012, ganhou musculatura e um horizonte enorme de oportunidades no mercado regional, pousando e decolando em aeroportos nos quais as líderes TAM e Gol não operam. Nessa condição, a Azul pode se dar ao luxo de aguardar um momento de menor volatilidade da bolsa para fazer o seu IPO. Além disso, a empresa estaria articulando a compra da portuguesa TAP, com apoio do BNDES. A Azul não confirma a informação. O mesmo não se aplica à Latam. A companhia precisa de recursos para fortalecer o caixa e cumprir seu plano de investimento para renovação da frota. 

Ao todo serão adquiridas de 15 a 25 aeronaves por ano entre 2013 e 2017, um investimento de US$ 11 bilhões. Entre as aquisições os destaques serão os modelos Airbus A320neo, A350 e Boeing 787 Dreamliner. Desembolsar uma quantia bilionária na compra de aviões ao mesmo tempo em que enfrenta solavancos nos balanços, aparentemente, fere os princípios das cartilhas empresariais. Mas esse não é o caso do setor de aviação. As novas aeronaves permitirão reduzir em cerca de 15% o consumo de combustível, uma economia que poderá mudar o panorama da Latam. Atualmente, os gastos com querosene respondem por quase metade dos custos das companhias aéreas. 
“É muito importante diminuir a dependência do preço do petróleo, a julgar pelo sofrimento atual com a alta do dólar", afirma Guilherme Amaral, especialista em direito aeronáutico e sócio do escritório Aidar SBZ Advogados, de São Paulo. Essa estratégia é a grande aposta da Latam para colocar a operação da TAM em velocidade de cruzeiro. “Cumprir o plano de investimento é uma obsessão do grupo”, afirma Victor Mizusaki, analista do banco UBS. De acordo com o analista, as famílias Cueto e Amaro, principais acionistas da LAN e da TAM, respectivamente, se comprometeram a adquirir US$ 400 milhões da oferta de ações. O montante não será suficiente para que a companhia cumpra o cronograma, que prevê o desembolso US$ 2,1 bilhões neste ano. Outras alternativas de captação estão sendo discutidas à exaustão pela diretoria. Uma delas é vender títulos de dívidas da companhia.
29-06-2013

‘PEC dos Jatinhos’ propõe que donos de aeronaves paguem IPVA

Os donos de aeronaves no Brasil estão na mira de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que será protocolada nesta quarta-feira na Câmara dos Deputados. Batizado de "PEC dos Jatinhos", o texto propõe que os proprietários de helicópteros, jatos e turboélices paguem Imposto de Propriedade de Veículo Automotor (IPVA), a exemplo do que ocorre com os donos de carros. A proposta, de autoria do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), também atinge veículos náuticos, como lanchas e iates - hoje igualmente isentos desta tributação anual. A nova cobrança resultaria em R$ 2,7 bilhões por mês aos cofres dos Estados, segundo estimativa do presidente do Sindifisco, Pedro Delarue. "É uma questão de justiça social. Este valor poderia ser usado para reduzir a alíquota do ICMS sobre gêneros de primeira necessidade", destaca Delarue. O Brasil possui atualmente a maior frota de aviação executiva do hemisfério sul e a terceira do mundo, atrás apenas de Estados Unidos e Canadá, segundo dados compilados pelo Sindifisco com base no anuário da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag). Se forem considerados apenas os helicópteros civis, o País está na liderança mundial, com 1.100 aeronaves.

Nem a frota de automóveis tem hoje tanto destaque no cenário global. O Brasil ocupa a sétima posição do ranking, atrás de países como Japão, Alemanha e França, de acordo com os últimos números da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), referentes a 2011. A proposta que irá para a Câmara na quarta-feira não abrange aeronaves e embarcações de uso comercial. Segundo o Sindifisco, esses veículos são utilizados na prestação de serviços de grande abrangência e utilidade nacional, como o transporte de passageiros e cargas. Além disso, as empresas poderiam facilmente transferir aos consumidores qualquer alta nos custos, gerando mais inflação. Em paralelo à "PEC dos Jatinhos", o Sindifisco lançou uma campanha nacional para obter 1,5 milhão de assinaturas para um projeto de lei que muda a forma de correção do Imposto de Renda. 
A ideia é reduzir gradativamente essa discrepância em um período de dez anos, a partir de 2015. Além da correção da tabela, o projeto estabelece a taxação de lucros e dividendos a partir de R$ 60 mil por ano. Desde 1995, esses valores são isentos de IR no País. Essa nova tributação, de acordo com o Sindifisco, financiaria todas as perdas com o reajuste da tabela e ainda haveria uma sobra. "Não queremos pegar o pequeno empresário, mas sim aqueles 10% que ganham mais de R$ 20 mil por mês, que representam 95% dos R$ 18 bilhões anuais que se espera arrecadar com essa tributação", explica Delarue.

29-06-2013

Empresas de aviação agrícola e pilotos serão certificados por programa

Empresas de aviação agrícola e os pilotos serão certificados por um programa desenvolvido por um grupo de pesquisadores ligados a Faculdade de Ciências Agronômicas (FCA) da Unesp, Universidade Federal de Lavras (UFLA) e Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag) e Associação Nacional de Defesa do Vegetal (Andef). O programa foi lançado na última quinta-feira (27/6), durante o Congresso Nacional de Aviação Agrícola, que aconteceu em Cuiabá (MT). O objetivo é incentivar a capacitação e a qualificação dos responsáveis pela aplicação aérea de defensivos. O sistema de certificação foi concebido para ser aplicado em três níveis. O primeiro deles avalia toda a documentação e os aspectos legais da operação.
Será preciso comprovar que a empresa ou o operador atua em conformidade com a legislação e a regularidade de sua situação junto a órgãos competentes como Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) entre outros. O segundo nível permite a certificação da qualificação tecnológica do participante do programa. Ela será alcançada através da aprovação, com frequência mínima e desempenho satisfatório, no curso de capacitação denominado “Qualidade técnica e responsabilidade ambiental na aplicação aérea”. O programa prevê que o curso seja oferecido em dois módulos (“Qualidade da tecnologia de aplicação” e “Planejamento e responsabilidade ambiental”), com uma carga horária total de 16 horas. A conformidade de equipamentos e instalações é o terceiro e último nível de certificação. Para obtê-la a empresa ou operador deverá comprovar a conformidade, a funcionalidade e a qualidade dos equipamentos de pulverização e das instalações utilizadas, a partir de uma inspeção realizada a campo. O programa estará disponível no segundo semestre deste ano. “Trata-se de uma demanda antiga do setor. Por se tratar de um programa privado de certificação, esta ação aponta para o caminho da autorregulamentação do mercado de pulverizações aéreas, como já ocorre em diversos segmentos da sociedade. E o fato de ser operacionalizado por universidades públicas confere a necessária credibilidade e imparcialidade ao processo”, explica o professor Ulisses Rocha Antuniassi, da FCA/Unesp.

29-06-2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Cresce demanda mundial por aeronaves militares de fabricação russa


As posições da Rússia no mercado mundial de armamentos são particularmente fortes no segmento de aviação militar. Aviões como o Su-30 e o MiG-29 são bem conhecidos em muitas regiões do mundo, especialmente no Sudeste Asiático. A demanda por aeronaves militares de produção russa mantém-se através do surgimento de clientes como Argélia, Venezuela, Malásia, Vietnã, Uganda, Indonésia. Esta lista irá, provavelmente, incluir dentro em breve também Bangladesh. Fornecimentos de aviões Yak-130 para este país podem começar em 2015. Para as empresas do complexo militar-industrial da Rússia a cooperação técnico-militar com países asiáticos é uma prioridade. Estados do Sul e Sudeste Asiático estão se desenvolvendo ativamente e alocam fundos significativos para equipar suas forças armadas, nota o diretor do Centro de Conjuntura Estratégica, Ivan Konovalov: “Esses países têm necessidade de tal aviação. Os aviões de combate russos são os preferidos para o cliente em termos de preço e qualidade. Embora sejam bastante caros, mas em comparação com maquinas norte-americanas ou francesas ainda são mais baratos. E a qualidade é muito boa. É por isso que os países do Sudeste Asiático, onde existem muitos problemas não resolvidos, inclusive problemas de fronteiras, prestam tanta atenção à aviação russa. Por outro lado, as empresas russas estão conduzindo lá um trabalho bem pensado, estou falando de publicidade dos MiG e Sukhoi nesse mercado.”

O mais recente avião russo de treinamento e combate Yak-130 ainda não é tão conhecido no mundo como o Su-30 ou o MiG-29. Mas a máqina tem boas perspectivas de exportação, o avião possui características excelentes. O Yak-130 é único por combinar duas funções – atua como um avião de treinamento para a preparação de pilotos da Força Aérea e desempenha o papel de avião de ataque. Eis o que conta o membro do Conselho Público do presidente da Comissão Militar-industrial do Governo da Rússia, Viktor Murakhovsky:
“Graças aos equipamentos eletrônicos de bordo ele permite simular uma ampla gama de diferentes modelos de aviões de combate, ou seja sua aerodinâmica, métodos de uso de armamentos. Como um avião de ataque ligeiro ele pode operar em condições climáticas simples e usar diferentes tipos de armas: bombas de queda livre, foguetes a jacto não guiados. Claro que o Yak-130 não possui equipamentos radioeletrônicos tão potentes como os caças da 4a ou 5a geração. Mas em muitos conflitos, especialmente locais ou durante operações antiterroristas, isso não é necessário.”
O Yak-130 custa cerca de duas vezes mais barato do que caças modernos, enfatiza o especialista. Isso faz da máquina um produto único. O contrato com Bangladesh que se planeja assinar é apenas o primeiro passo na entrada no Yak-130 para os mercados estrangeiros. Segundo se soube, o fabricante do avião, a corporação Irkut, juntamente com a Rosoboronexport, pretende promover o Yak-130 no mercado latino-americano . E no caso de conclusão do contrato para o fornecimento desses aviões para um dos países da região, a produção licenciada de Yak-130 pode ser iniciada no Brasil. No total, segundo dados de meados de 2012, a Rosoboronexport, nos últimos sete anos, forneceu para o exterior 290 aviões militares no valor de mais de 20 bilhões de dólares. A maioria das exportações foi de marcas Su e MiG.
  • Voz da Russia
18-04-2013

Viagens aéreas internacionais crescem 9,5% em março



A demanda pelo transporte aéreo internacional de passageiros das empresas brasileiras (passageiros-quilômetros pagos transportados - RPK) apresentou aumento de 9,54% em março deste ano, se comparada ao mesmo mês do ano passado, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), divulgados nesta quarta-feira, 17. A oferta (assentos-quilômetros oferecidos - ASK) também registrou aumento na mesma comparação, de 18,08%. Segundo a agência, trata-se do maior nível de demanda e de oferta internacional para o mês de março desde o início da série histórica. No acumulado do primeiro trimestre, a demanda teve crescimento de 6,78%, enquanto a oferta apresentou expansão de 17,64%, quando comparadas com o mesmo período de 2012. A taxa de aproveitamento das aeronaves em voos internacionais de passageiros operados por empresas brasileiras (RPK/ASK) ficou em 71,57% em março deste ano, abaixo dos 77,15% registrados no mesmo período do ano passado. Ainda segundo os dados da Anac, a TAM detém 87,87% de participação no mercado de transporte aéreo internacional de passageiros, dentre as companhias aéreas brasileiras. A Gol responde pelos 12,13% restantes.
  • Estadão
18-04-2013

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Alterações climáticas duplicam turbulência em voos



Dois investigadores britânicos levaram a cabo um estudo que revelou uma relação entre a mudança climática e a turbulência nos voos. A pesquisa, publicada na revista cientifica Nature Climate Change, adianta que a agitação pode mesmo duplicar a sua gravidade. “A aviação é em parte responsável pelas alterações climáticas, mas os nossos resultados mostram pela primeira vez como as alterações climáticas poderão afectar a aviação”, referem os dois investigadores, citados pelo Diário de Notícias. A aviação pode assim vir a ‘sofrer’ graças a um problema, pelo qual ela própria é responsável, pois produz uma parte substancial do dióxido de carbono a mais que está a ‘invadir’ a atmosfera. Pelas contas dos dois especialistas, o aumento de agitação nas viagens aéreas pode começar já dentro de 35 anos, sendo que os episódios de grande turbulência podem crescer entre 40 e 170%.
  • Noticias ao minuto
11-04-2013

Várias vulnerabilidades permitem sequestros de aviões



A falta de segurança em tecnologias de comunicação utilizadas no sector da da aviação torna possível explorar remotamente vulnerabilidades críticas em sistemas de bordo. Os ataques podem ser executados mesmo durante um voo, de acordo com um estudo apresentado na última quarta-feira durante a conferência Hack in the Box, em Amesterdão. O investigador, Hugo Teso é consultor de segurança na N.runs, consultora na Alemanha, e tem uma licença de piloto comercial há 12 anos. O estudo resultou de três anos de investigação sobre a segurança de sistemas de aviónica. Teso mostrou como a falta de recursos de segurança da tecnologia ADS-B (Automatic Dependent Surveillance-Broadcast), tecnologia utilizada para a monitorização de aeronaves e ACARS (Aircraft Communications Addressing e Reporting System), um sistema de comunicação de dados usado para transmitir mensagens entre as estações terrestres e aéreos via rádio ou satélite, podem ser aproveitada para explorar vulnerabilidades em sistemas de gestão de voo. As experiências não foram realizadas em aviões reais, o que seria perigoso e ilegal. Em vez disso, Teso adquiriu hardware e software de aeronaves, inclusive de fornecedores que oferecem ferramentas de simulação e usam software real para aeronaves. Recorreu também à eBay, onde encontrou um sistema de gestão de vôo (FMS), fabricado pela Honeywell e uma unidade Teledyne ACARS de gestão de aviões. Usando essas ferramentas, montou um laboratório onde simulou aviões virtuais e uma estação para envio de mensagens ACARS especificamente criadas. O objectivo foi explorar as vulnerabilidades identificadas nos sistemas de gestão de voo – computadores especializados capazes de automatizar tarefas em voo relacionadas com a navegação, planeamento de voo, previsão de trajectórias, orientação, entre outras. O FMS está directamente ligado a outros sistemas críticos, como os receptores de navegação, controlos de voo, motores e sistemas de combustível de aeronaves, ecrãs, sistemas de vigilância entre outros. Ao violar a segurança do mesmo, um atacante poderia, teoricamente, começar a atacar sistemas adicionais. No entanto, este aspecto ficou além do âmbito da investigação apresentada, diz Teso. A identificação de potenciais alvos e a recolha de informações básicas sobre os mesmos através da ADS-B é bastante fácil. Há muitos sites online onde se pode obter e partilhar dados ADS-B, como o flightradar24.com, o qual também tem aplicações móveis para acompanhar voos comerciais, explica Teso. A ACARS pode ser usada para coligir ainda mais informações sobre cada alvo potencial. E, combinando essa informação com outros dados públicos, é possível determinar com um grau bastante elevado de certeza o modelo de FMS usado por determinada aeronave, avança Teso. Depois disso, um intruso poderá enviar mensagens ACARS especificamente criadas para a aeronave alvo e explorar vulnerabilidades identificadas no código do seu FMS. Para fazer isso, o atacante pode construir o seu próprio sistema de rádio definido por software. Haverá um limite e alcance dependendo da antena usada. Mas também é possível invadir os sistemas de um dos dois principais fornecedores de serviços de solo e utilizá-los para enviar mensagens ACARS, tarefa provavelmente mais difícil, lembra Teso. De qualquer forma, o envio de mensagens ACARS falsas para aeronaves reais levará as autoridades a procurarem a fonte das mesmas e, eventualmente, localizá-la, recorda o investigador.
11-04-2013

terça-feira, 9 de abril de 2013

Negócio de aviação da TAP com lucros de 21,4 milhões em 2012



O negócio de aviação da TAP gerou lucros de 21,4 milhões de euros em 2012, acima das expectativas iniciais divulgadas em Fevereiro pelo presidente da empresa, Fernando Pinto. Nessa altura, o gestor brasileiro apontava para ganhos de 16 milhões. O jornal interno da companhia, divulgado nesta segunda-feira à comunicação social, adianta que “o resultado final foi de 21,4 milhões positivos, melhor em 18,3 milhões face a 2011, o que significa uma revisão em alta dos números provisórios” anteriormente anunciados. Fernando Pinto já tinha admitido recentemente, numa entrevista à Correio da Manhã TV, que os lucros ficariam perto dos 20 milhões. No
que diz respeito à dívida, o negócio de aviação do grupo registou uma redução de 21% neste indicador, que se fixou em 862 milhões de euros. “A dívida total da companhia representa agora 35% dos proveitos, quando o seu peso em 2011 era de 46%”, refere-se no documento. As receitas da companha alcançaram 2436 milhões, o que significou um acréscimo homólogo de 7,2%. As previsões de Janeiro apontavam para uma subida de 6,9% para 2429 milhões. Também os custos cresceram 4,8% para 1422 milhões, excluindo a factura com combustível. Neste campo, o aumento foi de 13% e de 95 milhões, em termos absolutos, face a 2011. Ao longo do ano passado, a TAP SA (designação do negócio de aviação do grupo TAP) registou um aumento de 4,4% no número de passageiros transportados, tendo alcançando 10,2 milhões. Já no primeiro trimestre de 2013, a companhia teve uma subida de 3,7% no tráfego, totalizando quase 2,2 milhões de clientes.
  • Publico.pt
09-04-2013

Aviação pede para BNDES e Anac estudarem ajuda a cias aéreas



A Secretaria de Aviação Civil pediu ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estudos para ajuda às companhias aéreas, afirmou nesta sexta-feira o novo ministro à frente da pasta, Moreira Franco. Em entrevista à Reuters durante evento no Rio de Janeiro, Franco afirmou que além de aeroportos eficientes, o setor precisa de companhias fortes. "Já pedi para que BNDES e Anac façam estudos para ver o que a gente tem que fazer. Estou olhando para esse problema porque precisamos de empresas robustas", disse Franco. "Do que adianta buscarmos ter aeroportos sensacionais e não termos empresas?", acrescentou. A Gol e a TAM, duas maiores empresas do setor no Brasil, fecharam 2012 com resultados desanimadores. A Gol teve um prejuízo de 1,5 bilhão de reais, e, a Latam (resultado da união da chilena LAN e da brasileira TAM), lucro de apenas 11 milhões de dólares, 97 % inferior ao de 2011. As empresas reclamam de aumento de custo do querosene de aviação e alegam que reduziram os preços das passagens nos últimos anos, o que pressionou suas margens. Medidas como recomposição de malha e redução de frequências estão entre as adotadas para melhorar a lucratividade. Questionado se poderia haver uma ajuda financeira do BNDES ao setor aéreo, Moreira afirmou que só poderia se posicionar após a conclusão do estudo. Na bolsa de valores, a ação da Gol, que chegou a cair mais de 6 % nesta sexta-feira, inverteram o sinal e fecharam na máxima da sessão, em alta de 2,67 %, após as declarações de Franco. O ministro voltou a defender o aumento participação das empresas estrangeiras nas companhias aéreas nacionais. Para ele, o limite previsto em lei --de 20 %-- é ultrapassado. canismos no mercado que permitem uma empresa com uma participação menor ter uma forte influência sobre uma companhia", declarou. "O mais importante é que a empresa seja sediada no Brasil, respeite as leis brasileiras e os regulamentos da Anac e do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica)." SLOTS Franco disse também que espera receber na próxima semana um estudo do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) sobre a situação dos slots no aeroporto de Congonhas (SP).

As companhias aéreas querem mais direitos a pousos e decolagens, e sugerem a transferência de slots de voos executivos para os comerciais. Franco espera uma definição sobre o tema em breve. "Estamos esperando o relatório do Decea, que vai dar um parecer técnico e, em cima desse parecer técnico, vamos tomar definição política." O ministro disse ainda que o governo vai se empenhar para que os aeroportos brasileiros passem a funcionar na liberação de cargas 24 horas, 7 dias por semana. Na próxima semana, Franco vai se reunir com representantes das categorias e dos órgãos que atuam na liberação de carga dos terminais brasileiros para tentar um acordo.
  • Reuters
09-04-2013

Ramco Fecha 10 Contratos de Aviação em FY 2012-13



CHENNAI, Índia, 8 de abril de 2013 /PRNewswire/ -- Ramco Systems, provedor global de Software de Aviação pela Nuvem, Aparelhos Móveis e Tablets, continua sua jornada de sucesso ao assinar 10 contratos na área de aviação para o exercício fiscal de 2012-13. Isto inclui grandes companhias aéreas tais como Emirates, GoAir, Air Tahiti, Caribbean Airlines e Hevilift, entre outras. O último trimestre do exercício foi testemunha de quatro novos sucessos na obtenção de contratos, inclusive com uma nova linha regional da Índia, uma linha recém-inaugurada de serviços fretados e uma operadora de helicópteros especiais, ambas sediadas na Tailândia, e um fabricante de componentes para a área aeroespacial, na Ásia. Ao comentar esse sucesso, disse o Sr. Virender Aggarwal, CEO da Ramco Systems: "Este foi um ano extraordinário para os nossos negócios na área de aviação. O fato de termos acrescentado dez clientes distribuídos pelo mundo inteiro é um testemunho da força do produto, da capacidade de integração, do profundo conhecimento de domínio e da experiência adquirida com os clientes ao longo dos anos. Nossa destreza ao simplificar o software de MRO e oferecer a solução em iPad, com uma nova e interessante interface de usuário, vem contribuindo para enviar os contratos em nossa direção. Recentemente, lançamos o Aviation Workspaces, com funcionamento baseado em papéis, o qual constitui uma revolução na indústria de software de MRO. Isto tornará o nosso ímpeto de crescimento ainda mais robusto."  Workspaces ("espaços de trabalho") introduz uma mudança fundamental na forma em que os usuários interagem com o aplicativo. Dirigido por um padrão de interação acionado por dados e visualizações poderosas, o Workspaces, baseado em papéis, torna o aplicativo "intuitivo" e elimina a experiência típica de uso de software através de menus e telas. Um espaço de trabalho apresenta dados acionáveis e alertas sob a forma de uma lista de ações a tomar (To-do) / exceções. Por sua vez, isto permite aos usuários priorizar o seu trabalho e gerir o fluxo de informações de uma forma mais eficaz, levando à melhor produtividade, economia de tempo e experiência geral mais prazeirosa. Como provedora líder de soluções de software de Manutenção e Engenharia (M&E) e Manutenção, Reparo e Operações (MRO) para a área de Aviação, a Ramco tem oferecido uma solução abrangente para Operadoras de Helicópteros, Linhas Aéreas, Empresas de MRO e Operadoras de Serviço Não Programado, globalmente por seu modelo preferido de entrega nas próprias instalações, ou pela Nuvem. No último ano, a companhia vem focalizando o fortalecimento dos aspectos de mobilidade, usabilidade e facilidade de uso para tornar a experiência do usuário verdadeiramente compensadora.
  • PRNewswire
09-04-2013

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Boeing pode realizar voo para certificação do 787 nesta 6a-feira



A Boeing pode realizar nesta sexta-feira um voo teste para certificação do jato Dreamliner 787, que foi retirado de operação após problemas de segurança. O voo vai testar um sistema de bateria renovado da aeronave, um passo fundamental para que o avião volte a voar, afirmou um representante do governo norte-americano. A fonte, que falou sob condição de anonimato, disse que o teste para certificação poderia ocorrer nesta sexta-feira se todos os demais testes em solo fossem concluídos na quinta-feira. "Eles ainda não chegaram lá", disse a fonte, acrescentando que não ficará claro até sexta-feira pela manhã se o voo de certificação vai ocorrer. A Boeing não quis confirmar o horário do voo. Todos os Dreamliners foram paralisados há cerca de dois meses após incidentes separados com a bateria do avião em um aeroporto dos Estados Unidos e num vôo doméstico no Japão.
  • Reuters
05-04-2013

Plano diretor para expansão do aeroporto de Uberlândia é publicado



Foi publicada nesta quinta-feira (4), no Diário Oficial da União, a aprovação do plano diretor do aeroporto de Uberlândia. De acordo com a publicação, o plano diretor deverá estabelecer o planejamento para a expansão da infraestrutura aeroportuária de acordo com a regulamentação de segurança operacional expedida pela Agencia Nacional de Aviação Civil (Anac) . Segundo o superintendente da Infraero em Uberlândia, Sérgio Kennedy, como a Anac aprovou hoje o edital, ele ainda não tem as informações de quando começarão as obras, nem detalhes do projeto.
  • G1
05-04-2013

Em reunião, indústria pede à Anac regulação de drone 'com urgência'



Em uma reunião realizada na tarde desta quinta-feira (4) em São José dos Campos, no interior de São Paulo, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) "recebeu de forma positiva" uma proposta apresentada pelas empresas que produzem drones, como são chamados os aviões remotamente controlados, para que "seja feita com urgência" uma regulamentação para voos civis nos céus do país, segundo a Associação Brasileira de Indústria de Defesa (Abimde). Representantes de 15 indústrias nacionais que produzem vants (como os drones são chamados no Brasil) estiveram presentes no evento. Atualmente, não há uma legislação sobre o uso civil de aviões-robô no país.
“O clima da reunião foi ótimo. Houve um consenso entre a Anac, o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica, e os empresários de que é necessário colaboração para que as negociações avancem. Não foi discutido nenhum critério técnico, isso vai ficar para futuramente”, disse Antonio Castro, presidente do comitê da Abimde que discute o tema e que promoveu o encontro. Um levantamento inédito divulgado pelo G1 no último dia 25 de março apontou que mais de 200 drones voam no Brasil sem regras definidas. O número foi obtido a partir de informações passadas por fabricantes, importadores, empresas e órgãos de governos estaduais. Segundo a Anac, a agência "recepcionou os interesses do setor e comunicou que está atenta à regulação da atividade". A agência ressaltou às empresas que deve ser observadas as normas em vigor atualmente. "O assunto continua em discussão pela Anac". Antonio Castro afirmou um representante da Anac, presente no evento, afirmou que a agência "se comprometia" a regulamentar a aviação civil de drones até o fim de 2013. A Anac informou oficialmente que não poderia estabelecer um cronograma para que isso ocorra, já que o assunto depende de vários órgãos internos, mas que "a intenção é que uma legislação saia o mais rápido possível".

Querendo lucrar depois dos investimentos de mais de R$ 100 milhões nos últimos anos, a Abimde pressiona a Anac permitir voos com fins comerciais e até que vants operem sobre cidades, duas coisas que não são autorizadas atualmente. Na reunião desta quinta-feira, a indústria apresentou uma proposta para que drones de menor porte (de até 7 quilos) possam ser autorizados a voar sem certificação da Anac e sem que haja a necessidade de enviar à Aeronáutica uma notificação para reserva do espaço aéreo e para alertar pilotos de aeronaves tripuladas. A Anac trata como aviões não tripulados apenas vants com peso superior a 25 kg, o que exclui boa parte dos drones produzidos no país. Na prática, apenas dois vants da Polícia Federal estão aptos a voar no país. Segundo o autor da proposta da Abimde, Ulf Bogdawa, “todos concordaram" que a categorização dos vants, para que haja diferenciação das exigências, "é uma coisa palpável, está dentro de uma lógica cabível”. “Todos presentes entenderam que há necessidade da indústria de que uma legislação saia o mais rápido possível”.  Tanto a Anac quanto a Aeronáutica ficaram de analisar a demanda e “dar um retorno” , avançando em critérios técnicos, em uma próxima reunião, em no máximo dois meses, afirmou ele. "A ideia de que haja uma divisão nas categorias e que possamos ter inicialmente um avanço na legislação de vants de menor porte foi vista como palpável e será analisada", diz Antonio Castro, da Abimde.
  • G1
05-04-2012

MiG indianos continuam no céu

Os MiG-29 adquiridos no final dos anos 80 – início dos anos 90 operarão na Força Aérea da Índia pelo menos até o final da próxima década.
As negociações sobre o fornecimento dos mais modernos na altura caças MiG-29 para a Força Aérea da Índia tiveram lugar em meados dos anos 80. Em 1986-1995, a Índia recebeu um total de 80 caças. A liderança militar indiana dava uma grande importância a este negócio. Eles tinham que equilibrar a aquisição pelo Paquistão de aviões F-16A aos Estados Unidos. No entanto, no final dos anos 90, o MiG-29 foi ofuscado pelo ambicioso programa de fornecimento de Su-30. Estas máquinas multiuso pesadas hoje tornaram-se a base do poder de ataque da Força Aérea indiana. Os MiG, no entanto, continuaram a servir. Entretanto, o contrato para o fornecimento de MiG-29KUB, segundo se acredita, deu um impulso ao programa de modernização dos MiG-29 para a Força Aérea indiana.
Por esta altura, quatro das máquinas fornecidas haviam se perdido em acidentes de aviação. Várias outras foram retiradas de serviço por desgaste. Foi decidido atualizar as restantes. A modernização dos caças MiG-29 indianos até a versão MiG-29UPG está sendo realizada nos termos de um contrato que foi assinado em 2009. O montante do contrato é de 900 milhões de dólares. Do lado russo, o programa envolve a corporação MiG. Graças à modernização, a Força Aérea indiana espera prolongar o prazo de serviço dos aviões de combate até 40 anos. Os MiG devem receber novos equipamentos de bordo radioeletrônicos e sistemas de radar Zhuk-M. Foi relatado anteriormente que, segundo o acordo com a Índia, na Rússia devem ser atualizados os primeiros dez aviões. Uma das outras condições do programa é que deve ser garantida a compatibilidade dos novos equipamentos de bordo dos aviões com os caças MiG-29K/KUB baseados em porta-aviões, que a Índia recebe no âmbito do acordo de modernização do porta-aviões Vikramaditya. O primeiro voo do MiG-29UPG atualizado teve lugar em fevereiro de 2011.
A nova face do MiG
O objetivo principal da criação da modificação MiG-29UPG é trazer esses aviões para o nível correspondente às características dos MiG-29K e MiG-29KUB que estão atualmente sendo fornecidos à Marinha indiana. As modificações básicas de MiG-29 são projetadas exclusivamente para ganhar superioridade aérea, enquanto as modernizadas serão capazes de atacar navios e alvos terrestres – tanto fixos, como em movimento – a qualquer hora do dia e em quaisquer condições meteorológicas. O avião ganha a capacidade de usar armas guiadas ar-terra. Além disso, aumenta a capacidade de combustível e instalam-se equipamentos para reabastecimento no ar. Isso permite aumentar o alcance do MiG-29 até aos 1.000-1.500 quilômetros.
O novo equipamento permitirá usar os MiG-29 em conjunto com as máquinas da empresa Sukhoi, já existentes na Índia, aumentando assim a eficácia da Força Aérea em geral. Algumas fontes têm questionado a necessidade do programa MiG-29UPG. Eles apontam para os planos de fornecimento de 126 caças Rafale à Força Aérea indiana. No entanto, as previsíveis dificuldades em desenvolver a montagem sob licença do Rafale, bem como na sua aplicação, fazem com que a Índia preste muita atenção à manutenção das capacidades de combate das máquinas recebidas nos anos 80 e 90, incluindo os MiG-29 e os Mirage-2000.
  • Voz da Russia
05-04-2013

domingo, 31 de março de 2013

Primeiro voo entre Egito e Irã decola após 34 anos



Um avião com oito passageiros decolou neste sábado do Cairo, no Egito, rumo a Teerã, no Irã. Foi o primeiro voo ligando as duas nações desde a Revolução Islâmica, no Irã, em 1979. "Um voo da Air Memphis, propriedade do empresário egípcio Rami Lakah, decolou do Cairo para Teerã neste sábado, levando oito iranianos, incluindo diplomatas", disse um funcionário do aeroporto, acrescentando que a companhia aérea terá condições de realizar mais viagens entre o Egito e o Irã.
Os dois países concordaram em retomar os voos diretos em outubro de 2010, quatro meses antes da queda do ditador egípcio Hosni Mubarak. Nenhum voo, no entanto, aconteceu neste período. As relações diplomáticas entre Egito e Irã foram rompidas logo após o início da revolução, quando o governo egípcio decidiu acolher em seu território o xá Mohammed Reza Pahlevi, derrubado pelos fundamentalistas islâmicos liderados pelo aiatolá Khomeini. Os laços entre os países começaram a se estreitar com a eleição do islâmico Mohamed Mursi como novo chefe de estado do Egito, em junho de 2012. O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad visitou o país egípcio em fevereiro – a primeira visita de um líder iraniano em mais de três décadas – e sugeriu uma aliança estratégica, além de oferecer ajuda financeira. Mursi, por sua vez, visitou o Irã em agosto para participar de uma cúpula internacional.
  • Veja/Reuters
31-03-2013

Esquadrilha da Fumaça inicia treinos com nova aeronave Super Tucano



Os pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) iniciam nesta semana, em Pirassununga (SP), os treinamentos no avião Super Tucano A-29. A nova aeronave substituirá o Tucano T-27, modelo utilizado pela Esquadrilha da Fumaça há 30 anos. “Foram anos muito marcantes. Com certeza as pessoas têm ótimas lembranças, atravessando o país, a América, o Atlântico, para chegar à Europa. É um avião que vai trazer muita saudade para aqueles que já o operaram”, declarou o capitão André Fabiano da Silva. O novo modelo traz uma pintura com cores mais vibrantes e uma bandeira brasileira estampada no leme, além de novas tecnologias. Algumas informações de comando, como velocidade e altitude, estão bem na visão do piloto. “Sem precisar gerenciar a aeronave olhando para dentro, ele gasta toda sua energia olhando para o líder e tendo as informações de como ele está em relação ao avião. Dessa forma, ele utiliza a aeronave como um todo com maior facilidade”, explicou o capitão Daniel Garcia Pereira. O Super Tucano é utilizado pela FAB para a formação de pilotos de caça e, também, no patrulhamento das fronteiras do Brasil. Segundo o sargento mecânico Marcelo Gomes de Moraes, o avião terá diferenciais para atuar na Esquadrilha da Fumaça. “A adaptação que vai diferenciar dos outros Super Tucanos é o sistema de fumaça, que, mecanicamente, é muito parecido com o que a gente já usa”, disse. Os mecânicos também estão fazendo cursos para a nova manutenção. O A-29 tem praticamente o dobro do peso do Tucano e quase o dobro de potência, além de ser mais rápido. A velocidade máxima do Tucano era de 500 quilômetros por hora, enquanto o Super Tucano atinge 690 quilômetros por hora.   “Isso faz com que o voo seja um pouco maior. Isso dá mais energia para o piloto trabalhar e requer uma adaptação”, afirmou o capitão Garcia. Antes do voo os pilotos, vestem um equipamento com um sistema que diminui os impactos da força da gravidade no organismo. “É tipo uma boia, ele é inflado de forma a não permitir que o sangue em excesso vá para as pernas”, contou o capitão André. Os primeiros voos estão sendo feitos com apenas um avião. Cinco Super Tucanos já estão em Pirassununga e outros sete ainda chegarão. A partir deste momento, os estudos vão ser intensificados. “Vamos ter aula, estudar, aprender, fazer muita reunião para começar implantar o A-29 e, se Deus quiser, até o fim do ano, quem sabe, estarmos demonstrando com a aeronave”, informou o capitão Marcelo Oliveira da Silva.
  • G1
31-03-2013