domingo, 1 de março de 2026

Breve Histórico da Nordeste

BREVE HISTÓRICO
by: A. Bernardes

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O Inicio

Em 1975, o Governo Federal criou o SITAR, com o objetivo de aumentar o número de cidades do interior servidas por voos regulares.  Cinco regiões foram delimitadas, ficando cada uma delas reservada para a exploração comercial por uma empresa regional.  A Nordeste Linhas Aéreas S.A. coube unir a região aos estados de Minas Gerais e Nordeste.  A companhia foi criada em sociedade do Governo da Bahia, Transbrasil S.A. e VOTEC e realizou o seu primeiro voo em 01 de agosto de 1976 e já em 28 de outubro do mesmo ano sofreu o seu primeiro acidente aéreo perdendo o Tango Bravo Alfa (TBA) em Petrolina com a morte de todos os ocupantes.  Em apenas 9 anos de operação, a Nordeste perdeu 3 aviões, todos em falhas que não eram técnicas.  Entrou os anos 80 colecionando acidentes aéreos com seus Embraer 110 Bandeirante e problemas entre os sócios, até ser adquirida pelo Grupo Coelho (da família do ex-governador de Pernambuco Nilo Coelho).

A Expansão

 Em 1991 a companhia foi pioneira do uso do Fokker 50 no Brasil ao arrendar a aeronave com o registro PH-JXK que utilizou na rota: Salvador - Ilhéus - Porto Seguro - Rio de Janeiro - São Paulo. Em maio de 1992 a Fokker retomou o avião por falta de pagamentos, voltando a operar apenas com os Bandeirantes remanescentes.
 Em 1992 adquiriu um Embraer EMB-120 melhorando seus serviços e com a intenção de operar apenas com esse tipo de avião, mudando o nome pintado na aeronave para NLA com o intuito de apagar a péssima imagem do passado da empresa, cuja pintura era indêntica a da empresa alemã DLT, mudando apenas a letras.  O EMB-120 Brasília voando a 550 km/h proporcionou a NLA a possibilidade de voar rotas mais longas como Rio de Janeiro - Fernando de Noronha com algumas escalas, e também outras rotas entre Salvador e algumas capitais brasileiras.

A Era VARIG

Em 1995 o sucesso chegou quando a Rio-Sul adquiriu o controle da Nordeste dando a empresa uma nova identidade corporativa, e adicionando a frota aeronaves de tipo Boeing 737-500, Fokker 50 e Embraer 120, através de um plano de retirada imediata dos Embraer 110 Bandeirante remanescentes. Até 2002 experimentou apenas crescimento e sucesso chegando a operar quase 8 Boeing 737, das séries 500 e 300.

O Fim

 Em 2002, a empresa foi completamente cedida à VARIG S.A., bem como suas rotas e seus funcionários, porém o nome ainda era visto em algumas fuselagens pelo Brasil afora.

 Com a Recuperação Judicial da controladora VARIG S.A. e de suas subsidiárias, estabeleceu-se judicialmente que a razão social da Nordeste Linhas Aéreas S.A., fosse utilizada para a retomada das operações da extinta VARIG S.A., porém sem poder utilizar a marca VARIG e com o afastamento da Fundação Ruben Berta do controle da empresa.

 No ano de 2009 a Fundação Ruben Berta, contemporaneamente ao fim da Recuperação Judicial da VARIG S.A., retomou judicialmente o controle da Nordeste Linhas Aéreas, agora denominada Flex Linhas Aéreas S.A., sua última denominação social.